Sobre que assuntos versa principalmente a explicação do símbolo dos Apóstolos?
A explicação do símbolo dos Apóstolos versa principalmente sobre os seguintes assuntos:
1. Deus e suas criaturas (1º art. de fé)
2. O Redentor (2º - 7º art. de fé)
3. O Divino Espírito Santo (8º art. de fé)
4. A santa Igreja e a comunhão dos Santos (9º art. de fé)
5. O perdão dos pecados (10º art. de fé)
6. Os novíssimos (11º e 12º art. de fé)
7. A esperança.
Acrescenta-se a doutrina da esperança por se mencionarem, no fim do Credo, os bens que esperamos de Deus.
Apresentação
Após me tornar católico, passei a conhecer, além dos que já conhecia, uma grande quantidade de católicos empenhados em preservar sua fé. Alguns deles me indicaram um mosteiro onde monges piedosos estão a construir uma igreja, e onde também se reza a Missa Tridentina. Lá conheci católicos incríveis. Também conheci o pe. Jahir. Para a preparação do meu batismo, ele me passou para ler o Catecismo Escolar e Popular do prof. P. Spirago, do qual li. Ao devolver, ele mandou eu reler (rsrs). Como normalmente reler um livro se torna monótono para mim (por mais interessante que seja, como é o caso desse catecismo), resolvi digitá-lo aos poucos. Não só para memorizar melhor os ensinos, mas para compartilhar com mais pessoas esse catecismo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Símbolo dos Apóstolos
Onde se encontra, brevemente resumido, tudo quanto um cristão católico deve saber e crer?
Tudo quanto um cristão católico deve saber e crer encontra-se, brevemente resumido, no símbolo dos apóstolos.
Assim como a criancinha possui todos os membros humanos, o símbolo dos apóstolos encerra todos os dogmas com a mais concisa brevidade. Por isto ensina-se a “Dogmática” seguindo-se do símbolo dos apóstolos. Como é que ele reza?
Por que chamamos também “Credo” ao símbolo dos Apóstolos?
Chamamos “Credo” ao símbolo dos Apóstolos, porque com ele os batizandos deviam professar a fé antes de se batizarem.
Credo é a primeira palavra do Creio em Deus Pai em latim, e quer dizer: Creio. Toda a pregação dos Apóstolos foi condensada no credo. Um pagão, antes de ser batizado, se for um adulto, deve rezar ele mesmo o Credo; se for criancinha, reza o padrinho por ele. Igualmente, na santa Missa antiga, antes de começar o sacrifício dos fiéis, despediam-se os catecumenos, e mandavam-se os fiéis rezar o credo. Por isto reza-se ainda hoje o Credo antes do Ofertório. O Credo era a senha dos cristãos; por ela se conheciam uns aos outros, assim como os soldados, em tempo de guerra, conhecem os amigos pela senha.
Por que chamamos de apostólico esse símbolo?
Chamamos de apostólico porque nos vem dos Apóstolos.
Os pensamentos fundamentais do símbolo apostólico já se encontram no sermão de S. Pedro no dia de Pentecostes.
Como se divide geralmente o símbolo dos Apóstolos?
Divide-se o símbolo dos Apóstolos geralmente em três partes principais, e além disso em 12 artigos.
Assim como os dedos da mão são articulados em falanges, assim também as três partes principais do símbolo tem as suas subdivisões. Estes artigos lembram as 12 pedras preciosas embutidas no quadro que o Sumo Pontífice da lei mosaica trazia sobre o peito. Também nós devemos tomar bem a peito estes artigos, i. e.: devemos sabê-los e crê-los.
De que tratam as três partes principais?
As três partes principais tratam de Deus Pai e da criação, de Deus filho e da redenção, de Deus Espírito Santo e da santificação.
Por que se divide o símbolo dos Apóstolos em 12 artigos?
Divide-se o símbolo dos Apóstolos em 12 artigos para significar que ele encerra as mesmas verdades que os 12 santos Apóstolos pregaram.
Tudo quanto um cristão católico deve saber e crer encontra-se, brevemente resumido, no símbolo dos apóstolos.
Assim como a criancinha possui todos os membros humanos, o símbolo dos apóstolos encerra todos os dogmas com a mais concisa brevidade. Por isto ensina-se a “Dogmática” seguindo-se do símbolo dos apóstolos. Como é que ele reza?
Por que chamamos também “Credo” ao símbolo dos Apóstolos?
Chamamos “Credo” ao símbolo dos Apóstolos, porque com ele os batizandos deviam professar a fé antes de se batizarem.
Credo é a primeira palavra do Creio em Deus Pai em latim, e quer dizer: Creio. Toda a pregação dos Apóstolos foi condensada no credo. Um pagão, antes de ser batizado, se for um adulto, deve rezar ele mesmo o Credo; se for criancinha, reza o padrinho por ele. Igualmente, na santa Missa antiga, antes de começar o sacrifício dos fiéis, despediam-se os catecumenos, e mandavam-se os fiéis rezar o credo. Por isto reza-se ainda hoje o Credo antes do Ofertório. O Credo era a senha dos cristãos; por ela se conheciam uns aos outros, assim como os soldados, em tempo de guerra, conhecem os amigos pela senha.
Por que chamamos de apostólico esse símbolo?
Chamamos de apostólico porque nos vem dos Apóstolos.
Os pensamentos fundamentais do símbolo apostólico já se encontram no sermão de S. Pedro no dia de Pentecostes.
Como se divide geralmente o símbolo dos Apóstolos?
Divide-se o símbolo dos Apóstolos geralmente em três partes principais, e além disso em 12 artigos.
Assim como os dedos da mão são articulados em falanges, assim também as três partes principais do símbolo tem as suas subdivisões. Estes artigos lembram as 12 pedras preciosas embutidas no quadro que o Sumo Pontífice da lei mosaica trazia sobre o peito. Também nós devemos tomar bem a peito estes artigos, i. e.: devemos sabê-los e crê-los.
De que tratam as três partes principais?
As três partes principais tratam de Deus Pai e da criação, de Deus filho e da redenção, de Deus Espírito Santo e da santificação.
Por que se divide o símbolo dos Apóstolos em 12 artigos?
Divide-se o símbolo dos Apóstolos em 12 artigos para significar que ele encerra as mesmas verdades que os 12 santos Apóstolos pregaram.
O sinal da santa cruz
Como se faz o sinal da santa cruz?
Faz-se o sinal da santa cruz de dois modos: persignando-se e benzendo-se.
Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta:a primeira na testa, a segunda na boca, a terceira no peito, acompanhando-as das palavras: Pelo sinal + da santa cruz – livre-nos Deus + Nosso – dos nossos + inimigos.
Benzer-se é fazer uma cruz com a mão direita aberta, da testa ao peito, e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Na cruz morreram Jesus Cristo e seu primeiro vigário na terra: São Pedro. Lembra ela, portanto, a união de todos os remidos com o chefe da Igreja romana.
Que atestamos nós com o sinal da santa cruz?
Atestamos com o sinal da santa cruz a nossa crença no Salvador crucificado e no Deus Trino.
O sinal da santa cruz faz-nos recordar a nossa salvação pela morte de Cristo na cruz. A tríplice renovação da mesma cruzinha e as palavras concomitantes expressam a idéia da Santíssima Trindade. Constitui, portanto, o sinal da santa cruz uma síntese de nossa religião cristã.
Por que se fazem as cruzes na testa, boca e peito?
Fazem-se as cruzes na testa, boca e peito ilustrando o seguinte pedido: Ó Deus, abençoai os meus pensamentos, palavras e obras!
A testa, donde procedem todos os pensamentos, representa a origem de todos os seres: Deus Pai; a boca, donde saem as palavras, representa o Verbo divino, o Filho de Deus; o peito, com o coração, sede das resoluções do amor, representa o Espírito do Amor, o Divino Espírito Santo.
Que alcançamos com o sinal da santa cruz?
Com o sinal da santa cruz alcançamos a benção de Deus.
Benção de Deus significa: Deus nos protege do mal e concede-nos bens temporais, como saúde, reputação, haveres, felicidade. Na guerra, os que trazem braçal com a cruz vermelha, não são alvejados. Assim também o homem que se persigna com a cruz do Redentor é livrado por Deus de muitos males. Aplicando-se o sinal da cruz as palavras que ocorrem na vida de Constantino Magno (312): In hoc signo vinces – Neste sinal vencerás!. Desde o Antigo Testamento o sinal da cruz era de benção, como atestam a serpente de bronze colocada sobre a cruz, e a oração de Moisés feita de braços em cruz.
Quando se deve fazer o sinal da cruz?
Deve-se fazer o sinal da cruz ao acordar e ao deitar, antes e depois de atos importantes.
Desperta cedo e benze-te logo! Os primeiros cristãos costumavam benzer-se antes da oração, ao subir de casa, em perigos e nas tentações. É tolo quem se envergonha de benzer-se.
Faz-se o sinal da santa cruz de dois modos: persignando-se e benzendo-se.
Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta:a primeira na testa, a segunda na boca, a terceira no peito, acompanhando-as das palavras: Pelo sinal + da santa cruz – livre-nos Deus + Nosso – dos nossos + inimigos.
Benzer-se é fazer uma cruz com a mão direita aberta, da testa ao peito, e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Na cruz morreram Jesus Cristo e seu primeiro vigário na terra: São Pedro. Lembra ela, portanto, a união de todos os remidos com o chefe da Igreja romana.
Que atestamos nós com o sinal da santa cruz?
Atestamos com o sinal da santa cruz a nossa crença no Salvador crucificado e no Deus Trino.
O sinal da santa cruz faz-nos recordar a nossa salvação pela morte de Cristo na cruz. A tríplice renovação da mesma cruzinha e as palavras concomitantes expressam a idéia da Santíssima Trindade. Constitui, portanto, o sinal da santa cruz uma síntese de nossa religião cristã.
Por que se fazem as cruzes na testa, boca e peito?
Fazem-se as cruzes na testa, boca e peito ilustrando o seguinte pedido: Ó Deus, abençoai os meus pensamentos, palavras e obras!
A testa, donde procedem todos os pensamentos, representa a origem de todos os seres: Deus Pai; a boca, donde saem as palavras, representa o Verbo divino, o Filho de Deus; o peito, com o coração, sede das resoluções do amor, representa o Espírito do Amor, o Divino Espírito Santo.
Que alcançamos com o sinal da santa cruz?
Com o sinal da santa cruz alcançamos a benção de Deus.
Benção de Deus significa: Deus nos protege do mal e concede-nos bens temporais, como saúde, reputação, haveres, felicidade. Na guerra, os que trazem braçal com a cruz vermelha, não são alvejados. Assim também o homem que se persigna com a cruz do Redentor é livrado por Deus de muitos males. Aplicando-se o sinal da cruz as palavras que ocorrem na vida de Constantino Magno (312): In hoc signo vinces – Neste sinal vencerás!. Desde o Antigo Testamento o sinal da cruz era de benção, como atestam a serpente de bronze colocada sobre a cruz, e a oração de Moisés feita de braços em cruz.
Quando se deve fazer o sinal da cruz?
Deve-se fazer o sinal da cruz ao acordar e ao deitar, antes e depois de atos importantes.
Desperta cedo e benze-te logo! Os primeiros cristãos costumavam benzer-se antes da oração, ao subir de casa, em perigos e nas tentações. É tolo quem se envergonha de benzer-se.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A profissão de fé
Em que consiste a profissão da fé?
A profissão da fé consiste em manifestar a própria crença em certas ocasiões, por palavras ou por obras.
Professaram a sua fé os três jovens da fornalha ardente na presença do rei; professaram-na os 7 irmãos Macabeus com sua mãe; professou-a S. Pedro dizendo: “Tu és o Cristo, Filho do Deus Vivo!”; O contrário é a negação da fé e a apostasia da fé. S. Pedro negou a fé no adro do Sumo Sacerdote. O rei Salomão apostatou da verdadeira fé; tornou-se idólatra, a bem de suas mulheres pagãs. A igreja nos incita à profissão da fé realizando procissões.
Por que devemos professar também exteriormente a nossa fé?
Devemos professar também exteriormente a nossa fé, porque a profissão de fé é necessária para a salvação e, por isto, ordenada por Jesus Cristo.
1) Diz S. Paulo: “Se crer, de coração, para a justiça; mas de boca faz-se a profissão para a salvação”. Já é razão bastante para professarmos exteriormente a nossa crença, o dever que temos de servir a Deus de corpo e alma. Além disto, a nossa natureza sente a necessidade de manifestar exteriormente os sentimentos interiores. Quem não professa a fé, perde-a, como se perde a facilidade de um idioma, não o praticando. 2) Cristo nos encarece a profissão de fé, dizendo: “Quem me professar perante os homens, a esse eu professarei perante meu Pai, que está no céu.” Diz mais: “Quem se envergonhar de mim e de minhas palavras, dele também o Filho do Homem terá vergonha quando vier na sua glória”.
Quando é que estamos obrigados a professar nossa fé?
Estamos obrigados a professar a nossa fé quando a gloria de Deus ou a salvação do próximo o exigirem.
Quem quisesse estar professando a fé a cada momento (p. ex. fazendo seguidamente o sinal da cruz), ridiculariza a si mesmo e a religião. Eis porque adverte N. Senhor: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas perolas!”. Se inimigos da religião nos importunarem com perguntas acerca da nossa crença, despachemo-los com brevidade. Mas, se é a autoridade competente que inquire, devemos professar as cores. Assim fez Cristo ao Sumo Sacerdote.
De que modo recompensa Deus os que professam a fé?
Deus recompensa os que professam a fé, distinguindo-os neste mundo e depois da morte.
1) A S. Pedro que professara impávido a divindade de Cristo, Jesus fez imediatamente chefe dos apóstolos. Os três jovens da fornalha ardente, tendo professado com coragem a sua fé em Deus, foram por Ele protegidos do fogo e grandemente honrados pelo rei. 2) A quem tiver de sofrer pela fé, são aplicáveis as palavras de N. Senhor: “Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. E mais: “O que perder a vida por minha causa, a encontrará”. Chama-se confessor aquele que é perseguido pela fé; mártir o que morre pela fé. Nas imagens apresentam-se os mártires com uma palma na mão; é a palma da vitória. Há cerca de 16 milhões de mártires. Nenhuma religião pode apresentar coisa semelhante.
Por que motivos acontece, Às vezes, que católicos reneguem a sua fé?
Acontece, Às vezes, que católicos reneguem a sua fé em virtude de respeito humano ou por dinheiro.
Certos homens são como lebres: amedrontam-se com espantalhos. Com receio de ataques, deixam de professar a sua fé – Até por dinheiro alguns abandonam a fé; assim p. ex. na esperança de um casamento rico. Às vezes só no leito de morte reconhecem o erro.
Qual é a forma mais freqüente dos cristãos católicos professarem a fé?
A forma mais freqüente dos cristãos católicos professarem a fé é o sinal da cruz.
O sinal da cruz é para os católicos mais ou menos o que vem a ser a farda para os servidores do Estado.
A profissão da fé consiste em manifestar a própria crença em certas ocasiões, por palavras ou por obras.
Professaram a sua fé os três jovens da fornalha ardente na presença do rei; professaram-na os 7 irmãos Macabeus com sua mãe; professou-a S. Pedro dizendo: “Tu és o Cristo, Filho do Deus Vivo!”; O contrário é a negação da fé e a apostasia da fé. S. Pedro negou a fé no adro do Sumo Sacerdote. O rei Salomão apostatou da verdadeira fé; tornou-se idólatra, a bem de suas mulheres pagãs. A igreja nos incita à profissão da fé realizando procissões.
Por que devemos professar também exteriormente a nossa fé?
Devemos professar também exteriormente a nossa fé, porque a profissão de fé é necessária para a salvação e, por isto, ordenada por Jesus Cristo.
1) Diz S. Paulo: “Se crer, de coração, para a justiça; mas de boca faz-se a profissão para a salvação”. Já é razão bastante para professarmos exteriormente a nossa crença, o dever que temos de servir a Deus de corpo e alma. Além disto, a nossa natureza sente a necessidade de manifestar exteriormente os sentimentos interiores. Quem não professa a fé, perde-a, como se perde a facilidade de um idioma, não o praticando. 2) Cristo nos encarece a profissão de fé, dizendo: “Quem me professar perante os homens, a esse eu professarei perante meu Pai, que está no céu.” Diz mais: “Quem se envergonhar de mim e de minhas palavras, dele também o Filho do Homem terá vergonha quando vier na sua glória”.
Quando é que estamos obrigados a professar nossa fé?
Estamos obrigados a professar a nossa fé quando a gloria de Deus ou a salvação do próximo o exigirem.
Quem quisesse estar professando a fé a cada momento (p. ex. fazendo seguidamente o sinal da cruz), ridiculariza a si mesmo e a religião. Eis porque adverte N. Senhor: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas perolas!”. Se inimigos da religião nos importunarem com perguntas acerca da nossa crença, despachemo-los com brevidade. Mas, se é a autoridade competente que inquire, devemos professar as cores. Assim fez Cristo ao Sumo Sacerdote.
De que modo recompensa Deus os que professam a fé?
Deus recompensa os que professam a fé, distinguindo-os neste mundo e depois da morte.
1) A S. Pedro que professara impávido a divindade de Cristo, Jesus fez imediatamente chefe dos apóstolos. Os três jovens da fornalha ardente, tendo professado com coragem a sua fé em Deus, foram por Ele protegidos do fogo e grandemente honrados pelo rei. 2) A quem tiver de sofrer pela fé, são aplicáveis as palavras de N. Senhor: “Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. E mais: “O que perder a vida por minha causa, a encontrará”. Chama-se confessor aquele que é perseguido pela fé; mártir o que morre pela fé. Nas imagens apresentam-se os mártires com uma palma na mão; é a palma da vitória. Há cerca de 16 milhões de mártires. Nenhuma religião pode apresentar coisa semelhante.
Por que motivos acontece, Às vezes, que católicos reneguem a sua fé?
Acontece, Às vezes, que católicos reneguem a sua fé em virtude de respeito humano ou por dinheiro.
Certos homens são como lebres: amedrontam-se com espantalhos. Com receio de ataques, deixam de professar a sua fé – Até por dinheiro alguns abandonam a fé; assim p. ex. na esperança de um casamento rico. Às vezes só no leito de morte reconhecem o erro.
Qual é a forma mais freqüente dos cristãos católicos professarem a fé?
A forma mais freqüente dos cristãos católicos professarem a fé é o sinal da cruz.
O sinal da cruz é para os católicos mais ou menos o que vem a ser a farda para os servidores do Estado.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Milagres e Profecias
O que é milagre?
Milagre é uma obra extraordinária, impossível de ser provocada mediante as energias da natureza, mas realizável só pela onipotência de Deus.
Fenômenos extraordinários são p. ex. a farta Morgana, a miragem, a luz polar, o próprio arco-íris e particularmente muitas das invenções modernas. Mas, todas estas são realizáveis pelas energias naturais, coisa que não se dá com o milagre, como p. ex. o da ressurreição de um morto.
Para que permite Deus que sucedam milagres?
Deus permite que sucedam milagres para a sua glorificação e para corroborar a verdade.
1) Deus fez numerosos prodígios para a sua própria glorificação perante os israelitas. Tais prodígios foram p. ex. a divisão do Mar Vermelho e do Jordão; o milagre, no monte Carmelo com Elias e os sacerdotes de Baal. Com o mesmo intuito sucederam milagres no cativeiro de Babilônia, como p. ex. a libertação dos três jovens da fornalha ardente. 2) Operando milagres para a confirmação da verdade, Deus procede como as autoridades que autenticam com carimbo oficial os documentos. Por isto Deus confirma com prodígios a divina missão de seus enviados e a santidade de cristãos falecidos. Eis porque Moisés, os profetas, Jesus Cristo e os Apóstolos operaram milagres. Neste sentido dizia Jesus: “Se não quiserdes crer em mim (s. é: no que digo), crede nas obras” (q. d. nos milagres que faço). Também, ao invés, ninguém é beatificado ou canonizado se, em rigoroso exame, não ficar provado ou que em vida operou milagres, ou que depois de morto tenham sucedido milagres pela sua invocação.
Em que época se deu o maior milagre?
O maior número de milagres se deu no exórdio do cristianismo.
Deus procede como um jardineiro: rega as plantinhas enquanto novas. Quem tolamente julgasse que “hoje, estando a ciência tão avançada, não há mais milagres por ser tudo naturalmente explicável”, poderia ser refutado: 1) pelos corpos incorruptos dos Santos, p; ex. o do S. Francisco Xavier, apóstolo das Índias, o de Santa Teresa, os quais todos se diferenciam das múmias pela flexibilidade; 2) pelos membros conservados intactos de alguns Santos, p. ex. a língua de S. João Nepomuceno, existente em praga há mais de 500 anos; a língua de Sto. Antonio de Lisboa; o braço direito de Sto. Estevão, rei da Hungria; 3) pelos numerosos milagres que ocorrem nos centros de peregrinações, p. ex. em Lourdes (sul da França).
Que é uma profecia?
Profecia é a predição precisa de coisas futuras que só Deus, e nenhuma criatura, é capaz de saber.
Os enviados de Deus profetizaram muitas vezes. Cristo descreveu minuciosamente a iminente destruição de Jerusalém. Predisse até coisas dependentes da livre vontade humana, p. ex. a negação de S. Pedro. O profeta Isaías descreveu, séculos antes, a paixão de Cristo tão pormenorizadamente, como se tivesse estado ao pé da cruz; chama-se, por isso, o Evangelista do Antigo Testamento.
Que finalidade tem as profecias?
As profecias tem por fim elevar a verdadeira fé.
Vendo realizadas as profecias de Jesus Cristo e dos profetas, os apóstolos e os cristãos sentiam-se mais convictos da divindade de Jesus e da verdade da nossa religião.
Milagre é uma obra extraordinária, impossível de ser provocada mediante as energias da natureza, mas realizável só pela onipotência de Deus.
Fenômenos extraordinários são p. ex. a farta Morgana, a miragem, a luz polar, o próprio arco-íris e particularmente muitas das invenções modernas. Mas, todas estas são realizáveis pelas energias naturais, coisa que não se dá com o milagre, como p. ex. o da ressurreição de um morto.
Para que permite Deus que sucedam milagres?
Deus permite que sucedam milagres para a sua glorificação e para corroborar a verdade.
1) Deus fez numerosos prodígios para a sua própria glorificação perante os israelitas. Tais prodígios foram p. ex. a divisão do Mar Vermelho e do Jordão; o milagre, no monte Carmelo com Elias e os sacerdotes de Baal. Com o mesmo intuito sucederam milagres no cativeiro de Babilônia, como p. ex. a libertação dos três jovens da fornalha ardente. 2) Operando milagres para a confirmação da verdade, Deus procede como as autoridades que autenticam com carimbo oficial os documentos. Por isto Deus confirma com prodígios a divina missão de seus enviados e a santidade de cristãos falecidos. Eis porque Moisés, os profetas, Jesus Cristo e os Apóstolos operaram milagres. Neste sentido dizia Jesus: “Se não quiserdes crer em mim (s. é: no que digo), crede nas obras” (q. d. nos milagres que faço). Também, ao invés, ninguém é beatificado ou canonizado se, em rigoroso exame, não ficar provado ou que em vida operou milagres, ou que depois de morto tenham sucedido milagres pela sua invocação.
Em que época se deu o maior milagre?
O maior número de milagres se deu no exórdio do cristianismo.
Deus procede como um jardineiro: rega as plantinhas enquanto novas. Quem tolamente julgasse que “hoje, estando a ciência tão avançada, não há mais milagres por ser tudo naturalmente explicável”, poderia ser refutado: 1) pelos corpos incorruptos dos Santos, p; ex. o do S. Francisco Xavier, apóstolo das Índias, o de Santa Teresa, os quais todos se diferenciam das múmias pela flexibilidade; 2) pelos membros conservados intactos de alguns Santos, p. ex. a língua de S. João Nepomuceno, existente em praga há mais de 500 anos; a língua de Sto. Antonio de Lisboa; o braço direito de Sto. Estevão, rei da Hungria; 3) pelos numerosos milagres que ocorrem nos centros de peregrinações, p. ex. em Lourdes (sul da França).
Que é uma profecia?
Profecia é a predição precisa de coisas futuras que só Deus, e nenhuma criatura, é capaz de saber.
Os enviados de Deus profetizaram muitas vezes. Cristo descreveu minuciosamente a iminente destruição de Jerusalém. Predisse até coisas dependentes da livre vontade humana, p. ex. a negação de S. Pedro. O profeta Isaías descreveu, séculos antes, a paixão de Cristo tão pormenorizadamente, como se tivesse estado ao pé da cruz; chama-se, por isso, o Evangelista do Antigo Testamento.
Que finalidade tem as profecias?
As profecias tem por fim elevar a verdadeira fé.
Vendo realizadas as profecias de Jesus Cristo e dos profetas, os apóstolos e os cristãos sentiam-se mais convictos da divindade de Jesus e da verdade da nossa religião.
sábado, 14 de maio de 2011
A sagrada Escritura ou Bíblia
1. O que é a Sagrada Escritura?
A s. Escritura, ou Bíblia, são 72 livros que encerram a palavra de Deus e foram escritos parte antes, parte depois de Jesus Cristo, por homens divinamente iluminados sob o impulso e a inspiração do Espírito Santo.
A Sagrada Escritura é como uma mensagem de Deus aos homens. Até hoje ela não foi alterada, nem de leve; isto se prova comparando a nossa bíblia com as mais antigas cópias e versões que dela existem, e confrontando-a com a dos judeus. Assim como Deus cuidou que a luz do Sol no decorrer dos milênios não diminuísse, assim também conservou integra até hoje a luz espiritual depositada nos sagrados livros. A “História Sagrada” usada nas escolas é uma seleção de trechos tirados da Bíblia.
2. Como se dividem a Sagrada Escritura?
A S. Escritura dividi-se em 45 livros do Antigo e 27 do Novo Testamento.
Os livros do Antigo Testamento, por sua vez, dividem-se em históricos (os livros de Moisés, Josué, Reis), didáticos e de sabedoria (provérbios, salmos), e proféticos. Há quatro grandes profetas: Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel, e 12 pequenos profetas. Os livros do Novo Testamento dividem-se igualmente em históricos (os 4 Evangelhos e os AStos dos Apóstolos), didáticos ou de sabedoria (21 epistolas apostólicas, entre as quais 14 são de S. Paulo9) e o 1 livro profético (o Apocalipse de São João).
3. Quais são os livros mais importante da S. Escritura?
Os livros mais importantes da S. Escritura são os quatro santos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Porque estes livros relatam a vida e as doutrinas de Jesus Cristo. Alguns trechos deles são lidos nas igrejas, por ocasião do culto divino. Esta leitura deve-se ouvir de pé – Outro livro de grande importância é dos “Atos dos Apóstolos”, de Lucas, em que se descrevem sobretudo os feitos dos santos Apóstolos Pedro e Paulo – S. Mateus e S. João foram Apóstolos; os outros dois evangelistas, discípulos de Jesus. S. Marcos foi companheiro de S. Pedro, S. Lucas o foi de S. Paulo. S. Mateus prova como Jesus é o messias; por isso cita constantemente as profecias. S. João prova como Cristo é Deus; cita, em geral, os dizeres de Jesus Cristo sobre a sua divindade.
4. Como foi que se conservaram as verdades reveladas não escritas na Bíblia?
As verdades reveladas não escritas na Bíblia conservam-se pela tradição oral.
Os santos evangelistas não lançaram tudo por escrito, pois Jesus não os encarregara senão de pregar. S. João diz que o mundo ficaria sem caber mais de livros, se desejassem escrever tudo quanto Cristo fez. Portanto, muita coisa há que foi comunicada pelos santos Apóstolos só de viva voz (tradição), sendo mais tarde lançada por escrito por outros. – Quanto os protestantes pretendem que tudo o que é revelação está na Bíblia, contradizem-se guardando o domingo e não o sábado, porque a Bíblia nada refere sobre a instituição do domingo. Sem a tradição não se saberia quais livros fazem parte da S. Escritura.
5. Como foi que Deus sancionou as suas revelações?
Deus sancionou as suas revelações com milagres e profecias.
Haja vista os milagres operados por Moisés, Elias, Jesus Cristo e pelos Apóstolos. Com estes milagres Deus provou ter-se, de fato, manifestado por intermédio daquelas pessoas.
A s. Escritura, ou Bíblia, são 72 livros que encerram a palavra de Deus e foram escritos parte antes, parte depois de Jesus Cristo, por homens divinamente iluminados sob o impulso e a inspiração do Espírito Santo.
A Sagrada Escritura é como uma mensagem de Deus aos homens. Até hoje ela não foi alterada, nem de leve; isto se prova comparando a nossa bíblia com as mais antigas cópias e versões que dela existem, e confrontando-a com a dos judeus. Assim como Deus cuidou que a luz do Sol no decorrer dos milênios não diminuísse, assim também conservou integra até hoje a luz espiritual depositada nos sagrados livros. A “História Sagrada” usada nas escolas é uma seleção de trechos tirados da Bíblia.
2. Como se dividem a Sagrada Escritura?
A S. Escritura dividi-se em 45 livros do Antigo e 27 do Novo Testamento.
Os livros do Antigo Testamento, por sua vez, dividem-se em históricos (os livros de Moisés, Josué, Reis), didáticos e de sabedoria (provérbios, salmos), e proféticos. Há quatro grandes profetas: Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel, e 12 pequenos profetas. Os livros do Novo Testamento dividem-se igualmente em históricos (os 4 Evangelhos e os AStos dos Apóstolos), didáticos ou de sabedoria (21 epistolas apostólicas, entre as quais 14 são de S. Paulo9) e o 1 livro profético (o Apocalipse de São João).
3. Quais são os livros mais importante da S. Escritura?
Os livros mais importantes da S. Escritura são os quatro santos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Porque estes livros relatam a vida e as doutrinas de Jesus Cristo. Alguns trechos deles são lidos nas igrejas, por ocasião do culto divino. Esta leitura deve-se ouvir de pé – Outro livro de grande importância é dos “Atos dos Apóstolos”, de Lucas, em que se descrevem sobretudo os feitos dos santos Apóstolos Pedro e Paulo – S. Mateus e S. João foram Apóstolos; os outros dois evangelistas, discípulos de Jesus. S. Marcos foi companheiro de S. Pedro, S. Lucas o foi de S. Paulo. S. Mateus prova como Jesus é o messias; por isso cita constantemente as profecias. S. João prova como Cristo é Deus; cita, em geral, os dizeres de Jesus Cristo sobre a sua divindade.
4. Como foi que se conservaram as verdades reveladas não escritas na Bíblia?
As verdades reveladas não escritas na Bíblia conservam-se pela tradição oral.
Os santos evangelistas não lançaram tudo por escrito, pois Jesus não os encarregara senão de pregar. S. João diz que o mundo ficaria sem caber mais de livros, se desejassem escrever tudo quanto Cristo fez. Portanto, muita coisa há que foi comunicada pelos santos Apóstolos só de viva voz (tradição), sendo mais tarde lançada por escrito por outros. – Quanto os protestantes pretendem que tudo o que é revelação está na Bíblia, contradizem-se guardando o domingo e não o sábado, porque a Bíblia nada refere sobre a instituição do domingo. Sem a tradição não se saberia quais livros fazem parte da S. Escritura.
5. Como foi que Deus sancionou as suas revelações?
Deus sancionou as suas revelações com milagres e profecias.
Haja vista os milagres operados por Moisés, Elias, Jesus Cristo e pelos Apóstolos. Com estes milagres Deus provou ter-se, de fato, manifestado por intermédio daquelas pessoas.
Revelação divina.
1. O que é revelação divina?
A revelação divina são as comunicações que Deus fez em extraordinário, no decorrer dos tempos, sobre si e sobre as suas obras.
Exemplos de tais revelações: Deus falou a Noé e enviou-o a seus contemporâneos; esteve com Abraão em forma humana acompanhado de dois anjos; interpelou Moisés no seio da sarça ardente; falou aos israelitas do alto do monte Sinai; enviou o arcanjo S. Rafael a Tobias; mandou anjos aos pastores nos campos de Belém; falou a Saulo, perseguidor dos cristãos às portas de Damasco, etc. A revelação mais importante é a que fez o Filho de Deus. Chama-se, geralmente, sobrenatural a revelação divina, porque Deus se revela também de modo natural, isto é, pela natureza. Assim chama-se natural a revelação de Deus pela criação.
2. Com que intuito se fez a revelação divina?
A revelação divina se fez com o intuito de fundar a verdadeira religião.
Foi por isso que a revelação divina terminou com a morte dos santos Apóstolos. Posto que Deus ainda agora se revele (sirvam de exemplo as várias revelações ocorridas nas vidas dos Santos e as aparições de N. Senhora em Lourdes, 1858, na frança), contudo estas revelações não tem por fim senão confirmar ou esclarecer as verdades já reveladas.
3. Como obtemos notícia das verdades reveladas?
Obtemos notícia das verdades reveladas mediante a sagrada Escritura e mediante o Magistério da Igreja.
Deus não quisque permanecessem ocultas as suas revelações. Por isto ordenou aos homens que as receberam (Noé, Moisés, etc.) para transmitirem aos seus contemporâneos. Pela mesma razão o próprio Jesus, antes de subir ao céu, mandou aos Apóstolos: “Ide e ensinai a todos os povos!”. E ainda pelo mesmo motivo Deus incitou vários santos homens a assentarem por escrito as revelações recebidas e, enquanto escreviam, Ele os inspirava. Nasceu, assim, a “Sagrada Escritura”.
4. Como se chama uma doutrina declarada solenemente pela Igreja como sendo revelada por Deus?
Uma doutrina que a Igreja solenemente declarou como sendo revelada por Deus chama-se artigo de fé, ou dogma.
Para uma tal declaração solene são competentes um concílio ecumênico, ou o Papa sozinho. Quando uma destas doutrinas é definida como dogma, não se fabrica doutrina nova, mas apenas se pronuncia com clareza a doutrina em questão, tal como Deus e revelou e como ela desde sempre foi criada. Também a criança, enquanto vai crescendo, não cria novos membros. Quem achar que os dogmas são antiquados, considere que a verdade jamais pode mudar (2 x 2 = 4). Dois vezes dois sempre será quatro.
A revelação divina são as comunicações que Deus fez em extraordinário, no decorrer dos tempos, sobre si e sobre as suas obras.
Exemplos de tais revelações: Deus falou a Noé e enviou-o a seus contemporâneos; esteve com Abraão em forma humana acompanhado de dois anjos; interpelou Moisés no seio da sarça ardente; falou aos israelitas do alto do monte Sinai; enviou o arcanjo S. Rafael a Tobias; mandou anjos aos pastores nos campos de Belém; falou a Saulo, perseguidor dos cristãos às portas de Damasco, etc. A revelação mais importante é a que fez o Filho de Deus. Chama-se, geralmente, sobrenatural a revelação divina, porque Deus se revela também de modo natural, isto é, pela natureza. Assim chama-se natural a revelação de Deus pela criação.
2. Com que intuito se fez a revelação divina?
A revelação divina se fez com o intuito de fundar a verdadeira religião.
Foi por isso que a revelação divina terminou com a morte dos santos Apóstolos. Posto que Deus ainda agora se revele (sirvam de exemplo as várias revelações ocorridas nas vidas dos Santos e as aparições de N. Senhora em Lourdes, 1858, na frança), contudo estas revelações não tem por fim senão confirmar ou esclarecer as verdades já reveladas.
3. Como obtemos notícia das verdades reveladas?
Obtemos notícia das verdades reveladas mediante a sagrada Escritura e mediante o Magistério da Igreja.
Deus não quisque permanecessem ocultas as suas revelações. Por isto ordenou aos homens que as receberam (Noé, Moisés, etc.) para transmitirem aos seus contemporâneos. Pela mesma razão o próprio Jesus, antes de subir ao céu, mandou aos Apóstolos: “Ide e ensinai a todos os povos!”. E ainda pelo mesmo motivo Deus incitou vários santos homens a assentarem por escrito as revelações recebidas e, enquanto escreviam, Ele os inspirava. Nasceu, assim, a “Sagrada Escritura”.
4. Como se chama uma doutrina declarada solenemente pela Igreja como sendo revelada por Deus?
Uma doutrina que a Igreja solenemente declarou como sendo revelada por Deus chama-se artigo de fé, ou dogma.
Para uma tal declaração solene são competentes um concílio ecumênico, ou o Papa sozinho. Quando uma destas doutrinas é definida como dogma, não se fabrica doutrina nova, mas apenas se pronuncia com clareza a doutrina em questão, tal como Deus e revelou e como ela desde sempre foi criada. Também a criança, enquanto vai crescendo, não cria novos membros. Quem achar que os dogmas são antiquados, considere que a verdade jamais pode mudar (2 x 2 = 4). Dois vezes dois sempre será quatro.
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