Editado pela primeira vez em 1902, conquistou rapidamente o mundo. Foi traduzido em mais de 30 línguas, obtendo numerosíssimas reedições e recomendações.
Nos países de língua germânica foi o catecismo pequeno de Spirago calorosamente aceito e recomendado pelos senhores Bispos, como Catecismo Escolar e Familiar, não só à comunidade e aos adultos em geral, mas sobre tudo às escolas elementares e secundárias, aos grupos, ginásios e escolas normais, notadamente aos catequistas e professores.
De perfeito acordo com o original apresenta esta edição, além das palavras salientadas pelo grifo ou negrito, 3 diferentes corpos de formatação. O maior forma como que o esqueleto; o médio, os músculos; e o pequeno, o sangue. Poder-se-ia omitir a parte impressa em formatação pequena sem que o catecismo deixasse de conter todas as verdades da religião católica; entretanto, parecer-se-ia ele com um organismo muito anêmico.
Original, diferente dos demais catecismos, este não se dirige apenas à inteligência, porém notavelmente ao coração. Como um homem excessivamente anêmico é incapaz de trabalhar, assim também seria incompleto este catecismo sem a parte impressa em formatação menor. Seria incapaz de produzir o efeito indispensável, de mover os corações e de ascender o amor a Deus e à religião.
A parte composta em formatação maior é propriamente destinada a alunos menos adiantados; a de formatação média, a mais adiantados; a menor apresenta explicações mais pormenorizadas aos estudantes.
Os catequistas, contudo, que tiverem de doutrinar crianças, não poderão deixar de recorrer à terceira parte afim de ilustrar e acalorar a catequese, escolhendo os elementos que no momento mais lhes convierem.
MODO DE EXPOR O CATECISMO
Desde que a religião não é uma ciência abstrata e teórica, mas sumamente prática, devendo empolgar e transformar o homem inteiro, com todas as suas potências, é preciso que a exposição da doutrina corresponda às exigências das principais faculdades, como são a inteligência, vontade e o coração.
Ora, essas três faculdades, em todas as suas operações, necessitam indispensavelmente da imaginativa: o intelecto para refletir vivamente, a vontade para despertar maiores energias, o coração para se emocionar. Só uma exposição que fartamente se aproveite dos recursos da imaginação para explicar e ilustrar o ensino, poderá satisfazer as exigências dessas faculdades e excitá-las a atividade mais intensa.
Por meio da imaginação o catequista estimula os alunos ao trabalho próprio, de colaboração ativa, excitando ocupando e extasiando as três faculdades coligadas, de modo que, pela força do espírito, previna toda divagação e fastio, fascinando-as e prendendo-as risonhamente ao assunto.
Não tenho à sua disposição os quadros exigidos p. ex. pelo método moderno de “Quinet” para a catequese de crianças menores, deve o catequista produzir espiritualmente, pela imaginação, os quadros necessários, pintando-os e colorindo-os devidamente, aproveitando-se para isso de todos os recursos pessoais, assim como dos meios catequéticos que tiver a disposição, especialmente pelos presentes catecismo.
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Sob este ponto de vista, o catecismo de Spirago, o pequeno como o grande, é uma mina riquíssima, conforme salientam os bispos alemães. Proporciona os textos da S. Escritura, lembra exemplos bíblicos, dá resumidamente a doutrina dos S. Padres da Igreja, aponta fatos ilustrativos e edificantes da vida dos Santos, oferece analogias, máximas e exemplos profanos, e traz citações de homens ilustres.
É muito para notar que até o catecismo pequeno de Spirago oferece este riquíssimo material. Justamente por ser um resumo admiravelmente bem feito, realiza a imensa vantagem de apresentar a sua riqueza por quadros sinóticos intuitivos que se sucedem em cada página e permitem ao catequista apanhar de um só golpe de vista o contexto geral, juntamente com os pontos particulares a expor, dispensando leitura contínua e cansativa.
Sobretudo convém destacar as duas grandes prerrogativas que granjearam ao catecismo de Spirago tanta popularidade: a encantadora simplicidade de estilo, evitando palavras rebuscadas e difíceis, e esse calor de expressão que traz a marca divina do Espírito Santo e que convence e vai ao coração. Foram elas que lhe conquistaram a popularidade mundial!
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Eis aí, pois, o catecismo precioso que até hoje falava ao nosso povo, embora não lhe faltasse de todo! Contribuiu até largamente para a conservação da religião entre nós. Prova de sua popularidade entre nós é que muitíssimos sacerdotes possuem a edição grande, servindo-se dela até hoje de preferência na doutrinação do país. Bom sinal esse, para a edição reduzida, e ótima recomendação ao nosso povo!
Deveras, esta pequena edição corresponde melhor às condições precárias e a necessidade imediata do nosso povo. Com tudo o que o distingue, pelo fundo e pela forma, como pelo feitio material e tipográfico, recomenda-se a ponto de ser de esperar que se tornará também entre nós o catecismo verdadeiramente popular e familiar.
Mas antes de tudo seja este catecismo o manual de religião predileta dos nossos catequistas, professores e pioneiros da Ação Católica! Sabendo, porém ,que sem a inspiração do Divino Espírito Santo quase nada poderão conseguir, será mister se conservarem debaixo de sua ação, e juntarem ao ensino a oração própria e a dos educandos!
Assim fazendo, este catecismo de Spirago, lhes tornará nas mãos uma mina de ouro para a mocidade – e eles próprios hão de ser fatores importantíssimos na reconstrução de um Brasil novo!
Tomai! Lêde! Fazei ler!
P. Lacroix