Notas características da verdadeira Igreja
Que caracteres deve a ter a verdadeira de Cristo?
A verdadeira Igreja de Cristo deve ter os seguintes caracteres:
1) Deve ser uma só, e ter em todos tempos e lugares a mesma doutrina.
Uma verdade (ex: 2+2=4) não pode mudar nunca. O mesmo devemos dizer das doutrinas da verdadeira Igreja. Se, pois, alguém conseguir provar que uma Igreja, no decorrer dos tempos, mudou as suas doutrinas, fica automaticamente provado que ela não é a verdadeira Igreja. Dir-se-á o mesmo da igreja que, nos diversos lugares onde existe, não tem identidade de doutrina.
2) Deve ser santa, pois deve possuir doutrinas e instituições tais que possa levar o homem à mais alta perfeição moral.
Deus, por ser a santidade em pessoa, só pode ter fundado uma Igreja de princípios e instituições santas e santificantes. Se, pois, puder demonstrar-se que uma igreja tem um princípio ou uma instituição sequer que impeça a perfeição, fica provado que ela não é a verdadeira igreja de Cristo.
3) Deve ser católica, ou seja, universal. Deve, pois, servir a todos os povos da Terra e procurar recebê-los em seu seio.
A verdade serve para todos os homens. Cristo morreu por todos e quer salvar a todos. Está, pois, visto que uma Igreja Nacional não pode ser a verdadeira igreja de Cristo.
4) Deve ser apostólica, pois deve existir desde o tempo dos apóstolos e ter por chefe os sucessores deles.
Cristo prometeu proteção e assistência à sua igreja; quis ficar com sua Igreja por toda a eternidade. Por isso, a verdadeira Igreja de Cristo não pode ter desaparecido e deve existir desde os tempos dos Apóstolos. Não pode, pois, ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo aquela que existe há poucos anos ou poucos séculos apenas. Também não pode ser aquela cujos chefes não são sucessores legítimos dos Apóstolos.
5) Deve ter por chefe supremo o sucessor de S. Pedro.
Conforme as palavra de Jesus Cristo, a Igreja está assente num rochedo que é S. Pedro. Daí a célebre expressão de Sto. Ambrósio: “Onde está Pedro, aí está a Igreja”.
6) Deve ser glorificada por Deus com milagres.
Os milagres servem de provas da verdade; eles, para Deus, são o mesmo que carimbos e selos para autoridades.
Deus opera milagres na Igreja Católica. Provam-no os corpos incorruptos do Santos (S. Francisco Xavier, Sta. Tereza, etc.) ou os membros dos corpos dos Santos (a língua de S. João Nepomuceno e Sto Antônio de Lisboa, o braço direito de Sto. Estevão da Hungria, etc.) conservados incorruptos através dos séculos. Outros tantos prodígios dão-se nos lugares de peregrinação, como em Loures, no sul da França.
7) Deve ser perseguida.
Jesus disse aos Apóstolos: “Perseguiram a mim, perseguirão também a vós”. Não é, pois, verdadeira Igreja de Cristo a que estiver livre de vexames da parte dos mais.
Qual a Igreja que ostenta todos esses caracteres?
A Igreja que ostenta todos estes caracteres só é a Católica, Apostólica Romana.
A consideração desses caracteres levou a se passarem para a Igreja Católica, no decorrer dos séculos, muitos homens nobres e sábios. Ao invés, os que dela apostataram tiveram geralmente motivos terrenos (como lucros, casamento rico, vingança pessoal, etc.) Os frutos podres vão caindo da árvore da Igreja Católica. É fato curioso que, no leito de morte, nenhum católico se torne infiel à sua religião, ao passo que muitíssimos não católicos passam para a Igreja na hora da more.
Apresentação
Após me tornar católico, passei a conhecer, além dos que já conhecia, uma grande quantidade de católicos empenhados em preservar sua fé. Alguns deles me indicaram um mosteiro onde monges piedosos estão a construir uma igreja, e onde também se reza a Missa Tridentina. Lá conheci católicos incríveis. Também conheci o pe. Jahir. Para a preparação do meu batismo, ele me passou para ler o Catecismo Escolar e Popular do prof. P. Spirago, do qual li. Ao devolver, ele mandou eu reler (rsrs). Como normalmente reler um livro se torna monótono para mim (por mais interessante que seja, como é o caso desse catecismo), resolvi digitá-lo aos poucos. Não só para memorizar melhor os ensinos, mas para compartilhar com mais pessoas esse catecismo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A Igreja (4)
A propagação da Igreja
Quando foi que a Igreja começou a sua vida?
A Igreja começou a sua vida no dia de Pentecostes em que se batizaram os 3000.
Mas os fundamentos da Igreja os lançara Cristo quando, durante a sua vida pública, reunira em torno de si um certo número de discípulos, dos quais nomeou 12 apóstolos e um chefe supremo.
Que sabemos da propagação da Igreja nos tempos primitivos?
1) Depois da descida do Espírito Santo os apóstolos pregaram o Evangelho no mundo inteiro e fundaram muitas cristandades.
Tendo convertido muitos num lugar, os apóstolos escolheram alguns de seus auxiliares (sacerdotes), aos quais confiavam uma parte do seu poder. E antes de saírem do lugar, nomeavam para seu sucessor (bispo) e passavam-lhe todos os seus poderes. Dentre todas as cristandades, a de Roma tinha primazia, por ser governada por S. Pedro. Todas as cristandades juntas tinham a mesma fé, os mesmos sacramentos e o mesmo chefe supremo; juntas constituíam a Igreja Católica.
2) Pouco depois iniciaram-se as grandes perseguições dos cristãos, pelas quais a religião cristã não só não foi vencida, senão até mais rapidamente propagada.
Diz Tertuliano: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. A paciência sobre-humana, a morte prazerosamente, as apologias dos cristãos perante o juízo, o seu amor aos inimigos e os numerosos milagres que Deus realizava por intermédio dos mártires, impressionavam sobremaneira os pagãos e abriam-lhe os olhos. Os maiores perseguidores foram Nero (54-68) e Diocleciano (300), o qual mandou trucidar cerca de 2 milhões de cristãos.
3) No ano 313, o Imperador Constantino Magno permitiu, no império romano, a passagem para o cristianismo. A partir de então a Igreja chegou a um grande poder e autoridade.
No ano 324 Constantino Magno oficializou a religião cristã. Juntamente com sua mãe Sta. Helena, edificou muitas igrejas em lugares santos. Não obstante, a Igreja teve que sofrer muito dos inimigos internos. No ano 318 aparece o heresiarcas Ário e fez numerosos adeptos. Onde estão hoje os arianos? O que não é de Deus não subsiste.
O que sabemos da propagação da Igreja na Idade Média?
1) Na Idade Média quase todos os povos pagãos da Europa foram convertidos ao cristianismo.
Em 450, S. Severino pregou 30 anos na Áustria (circunvizinhanças do Danúbio). Na Inglaterra Sto. Agostinho, monge beneditino com 40 missionários (cerca de 600). Na Alemanha pregou S. Bonifácio, durante 40 anos (fal. 755). Aos eslavos pregaram S. Cirilo e S. Metódio (fal. 855). A Hungria fez-se cristã graças aos esforços do rei Sto. Estevão (fal. 1038), cujo braço direito ainda existe incorrupto.
2) Todavia a Igreja, maistarde, veio a perder muitos dos seus adeptos pelo aparecimento hostil de Maomé, dos gregos, de Lutero e do rei Henrique VIII da Inglaterra.
Maomé trabalhou na Arábia. Morreu em 632. Sua doutrina (Islã) propagou-se na Ásia, no norte da África e na Espanha. Desde o malogrado cerco de Viena, na Áustria (1683). O islamismo retrogradou muito.
O cisma grego originou-se do fato de Miguel Cerulária, patriarca de Constantinopla, ter-se separado de Roma em 1054. Muitos gregos têm retornado à Igreja Católica.
Martinho Lutero, frade Agostinho de Erfurt, levantou-se em 1517 contra a Igreja Católica. Seus adeptos chamam-se geralmente de protestantes.
Na Inglaterra o rei Henrique VIII rebelou-se contra a Igreja Católica no ano de 1535; na Suíça Zwinglio e Calvino.
Que sabemos da propagação da Igreja na época moderna?
Na época moderna muitos povos dos continentes recém descobertos foram convertidos ao cristianismo.
O maior missionário foi S. Francisco Xavier, apóstolo das índias, falecido em 3 de dezenbro de 1552. Atualmente há cerca de 25.000 sacerdotes de diferentes Ordens nas missões pagãs. É dever dos cristãos auxiliá-los com contribuições para a Obra da Propaganda da Fé. Na festa dos Santos Reis faz-se coleta para as missões. No penúltimo domingo de outubro faz-se cada ano a coleta para as missões.
Quantos católicos há no presente?
Presentemente há cerca de 380 milhões de católicos.*
Estes são governados por cerca de 1500 bispos. O número de sacerdotes ascende a cerca de 365.000. Cristãos há aproximadamente 800.000.000, portanto só 43% da humanidade.
* Essa é a datação de quando o livro foi escrito.
Que religiões conhecidas há, além da católica?
Além da religião católica há as seguintes religiões conhecidas*:
1) A grega oriental.
Seus adeptos chamam-se “ortodoxos”. Pertencem-lhe cerca de 120 milhões de fiéis, com uns 150 bispos. Seu chefe é o patriarca de Constantinopla. É doutrina importante dessa religião que o Espírito Santo procede só do Pai. Da Igreja grega separou-se a russa, governada desde 1721 pelo czar é atualmente acéfala e perseguida pela revolução vitoriosa. Também a Grécia moderna separou-se desde 1833, do patriarca de Constantinopla e fundou a “Nova Igreja Grega”.
2) Protestante ou evangélica.
Esta abraça, juntamente com a anglicana, cerca de 200 milhões de fiéis. Seu principal fundador é Lutero. Os países mais protestantes são: a Alemanha, os Estados Unidos da America do Norte e a Inglaterra. É o governo que dirige as Igrejas protestantes. É tese fundamental do protestantismo que a fé sozinha salva.
3) A judaica.
Há cerca de 30 milhões de judeus. A maioria está na Rússia, nos Estados Unidos e na Áustria. As suas doutrinas e leis estão contidas no Talmude. Para nós cristãos eles são de grande importância, porquanto guardam ciosamente as S. Escrituras que dão testemunho do Salvador.
4) A maometana, ou muçulmana.
Há cerca de 260 milhões de maometanos. Fazem peregrinações a uma pedra negra em Meca, crêem num destino imutável (fatalismo), esperam gozos sensuais para depois da morte, adotam a poligamia e celebram a sexta-feira.
5) No Oriente:
Há cerca de 320 milhões de Confucianistas (China), 240 milhões de Bramanistas e 220 milhões de Budistas (Índia). Tanto o budismo quanto o confucionismo foram fundados no século VI antes da era cristã, com certo antagonismo contra o bramanismo na velha Índia.
Quando foi que a Igreja começou a sua vida?
A Igreja começou a sua vida no dia de Pentecostes em que se batizaram os 3000.
Mas os fundamentos da Igreja os lançara Cristo quando, durante a sua vida pública, reunira em torno de si um certo número de discípulos, dos quais nomeou 12 apóstolos e um chefe supremo.
Que sabemos da propagação da Igreja nos tempos primitivos?
1) Depois da descida do Espírito Santo os apóstolos pregaram o Evangelho no mundo inteiro e fundaram muitas cristandades.
Tendo convertido muitos num lugar, os apóstolos escolheram alguns de seus auxiliares (sacerdotes), aos quais confiavam uma parte do seu poder. E antes de saírem do lugar, nomeavam para seu sucessor (bispo) e passavam-lhe todos os seus poderes. Dentre todas as cristandades, a de Roma tinha primazia, por ser governada por S. Pedro. Todas as cristandades juntas tinham a mesma fé, os mesmos sacramentos e o mesmo chefe supremo; juntas constituíam a Igreja Católica.
2) Pouco depois iniciaram-se as grandes perseguições dos cristãos, pelas quais a religião cristã não só não foi vencida, senão até mais rapidamente propagada.
Diz Tertuliano: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. A paciência sobre-humana, a morte prazerosamente, as apologias dos cristãos perante o juízo, o seu amor aos inimigos e os numerosos milagres que Deus realizava por intermédio dos mártires, impressionavam sobremaneira os pagãos e abriam-lhe os olhos. Os maiores perseguidores foram Nero (54-68) e Diocleciano (300), o qual mandou trucidar cerca de 2 milhões de cristãos.
3) No ano 313, o Imperador Constantino Magno permitiu, no império romano, a passagem para o cristianismo. A partir de então a Igreja chegou a um grande poder e autoridade.
No ano 324 Constantino Magno oficializou a religião cristã. Juntamente com sua mãe Sta. Helena, edificou muitas igrejas em lugares santos. Não obstante, a Igreja teve que sofrer muito dos inimigos internos. No ano 318 aparece o heresiarcas Ário e fez numerosos adeptos. Onde estão hoje os arianos? O que não é de Deus não subsiste.
O que sabemos da propagação da Igreja na Idade Média?
1) Na Idade Média quase todos os povos pagãos da Europa foram convertidos ao cristianismo.
Em 450, S. Severino pregou 30 anos na Áustria (circunvizinhanças do Danúbio). Na Inglaterra Sto. Agostinho, monge beneditino com 40 missionários (cerca de 600). Na Alemanha pregou S. Bonifácio, durante 40 anos (fal. 755). Aos eslavos pregaram S. Cirilo e S. Metódio (fal. 855). A Hungria fez-se cristã graças aos esforços do rei Sto. Estevão (fal. 1038), cujo braço direito ainda existe incorrupto.
2) Todavia a Igreja, maistarde, veio a perder muitos dos seus adeptos pelo aparecimento hostil de Maomé, dos gregos, de Lutero e do rei Henrique VIII da Inglaterra.
Maomé trabalhou na Arábia. Morreu em 632. Sua doutrina (Islã) propagou-se na Ásia, no norte da África e na Espanha. Desde o malogrado cerco de Viena, na Áustria (1683). O islamismo retrogradou muito.
O cisma grego originou-se do fato de Miguel Cerulária, patriarca de Constantinopla, ter-se separado de Roma em 1054. Muitos gregos têm retornado à Igreja Católica.
Martinho Lutero, frade Agostinho de Erfurt, levantou-se em 1517 contra a Igreja Católica. Seus adeptos chamam-se geralmente de protestantes.
Na Inglaterra o rei Henrique VIII rebelou-se contra a Igreja Católica no ano de 1535; na Suíça Zwinglio e Calvino.
Que sabemos da propagação da Igreja na época moderna?
Na época moderna muitos povos dos continentes recém descobertos foram convertidos ao cristianismo.
O maior missionário foi S. Francisco Xavier, apóstolo das índias, falecido em 3 de dezenbro de 1552. Atualmente há cerca de 25.000 sacerdotes de diferentes Ordens nas missões pagãs. É dever dos cristãos auxiliá-los com contribuições para a Obra da Propaganda da Fé. Na festa dos Santos Reis faz-se coleta para as missões. No penúltimo domingo de outubro faz-se cada ano a coleta para as missões.
Quantos católicos há no presente?
Presentemente há cerca de 380 milhões de católicos.*
Estes são governados por cerca de 1500 bispos. O número de sacerdotes ascende a cerca de 365.000. Cristãos há aproximadamente 800.000.000, portanto só 43% da humanidade.
* Essa é a datação de quando o livro foi escrito.
Que religiões conhecidas há, além da católica?
Além da religião católica há as seguintes religiões conhecidas*:
1) A grega oriental.
Seus adeptos chamam-se “ortodoxos”. Pertencem-lhe cerca de 120 milhões de fiéis, com uns 150 bispos. Seu chefe é o patriarca de Constantinopla. É doutrina importante dessa religião que o Espírito Santo procede só do Pai. Da Igreja grega separou-se a russa, governada desde 1721 pelo czar é atualmente acéfala e perseguida pela revolução vitoriosa. Também a Grécia moderna separou-se desde 1833, do patriarca de Constantinopla e fundou a “Nova Igreja Grega”.
2) Protestante ou evangélica.
Esta abraça, juntamente com a anglicana, cerca de 200 milhões de fiéis. Seu principal fundador é Lutero. Os países mais protestantes são: a Alemanha, os Estados Unidos da America do Norte e a Inglaterra. É o governo que dirige as Igrejas protestantes. É tese fundamental do protestantismo que a fé sozinha salva.
3) A judaica.
Há cerca de 30 milhões de judeus. A maioria está na Rússia, nos Estados Unidos e na Áustria. As suas doutrinas e leis estão contidas no Talmude. Para nós cristãos eles são de grande importância, porquanto guardam ciosamente as S. Escrituras que dão testemunho do Salvador.
4) A maometana, ou muçulmana.
Há cerca de 260 milhões de maometanos. Fazem peregrinações a uma pedra negra em Meca, crêem num destino imutável (fatalismo), esperam gozos sensuais para depois da morte, adotam a poligamia e celebram a sexta-feira.
5) No Oriente:
Há cerca de 320 milhões de Confucianistas (China), 240 milhões de Bramanistas e 220 milhões de Budistas (Índia). Tanto o budismo quanto o confucionismo foram fundados no século VI antes da era cristã, com certo antagonismo contra o bramanismo na velha Índia.
A Igreja (3)
A hierarquia na Igreja
O que são os cardeais?
Os cardeais são conselheiros do Papa que possuem o direito de eleger o Papa.
Há cerca de 70 cardeais, pertencentes a diversas nações. Usam eles um traje de púrpura e têm o título de “Eminência”.
O que são os bispos?
Os bispos são os sucessores dos Apóstolos.
O bispo governa uma parte da Igreja; esta parte chama-se diocese ou bispado. Em concílio, eles participam do governo da Igreja universal. Os bispos não são meros auxiliares do Papa, mas sim verdadeiros pastores; usam, por isso, o báculo pastoral. A sede do seu ministério chama-se “ordinário” ou “cúria”, os seus conselheiros, cônegos. Costuma-se dar aos bispos o título de “Excelência”. O traje roxo do bispo lembra a penitência.
Que são os sacerdotes?
Os sacerdotes são auxiliares dos bispos.
Os sacerdotes participam de uma parcela do poder episcopal, e só podem exercer o seu ministério quando jurisdicionados pelo bispo. Os sacerdotes encarregados pelo bispo da cura de uma determinada porção de fiéis chamam-se párocos. Em geral costumam ter os seus vigários coadjutores. A batina negra do sacerdote lembra a morte.
Que são os diáconos?
Os diáconos são sucessores dos sete esmoleres nomeados pelos Santos Apóstolos.
O ministério dos diáconos não vêm de Cristo, mas sim dos Apóstolos. Os diáconos tinham uma ordenação, por isso, alguns ofícios espirituais; batizaram, pregavam e distribuíam a sagrada comunhão. Eram os auxiliares dos sacerdotes.
Que é cristão católico?
Cristão católico é o homem batizado que se professa exteriormente membro da Igreja: verdadeiro católico, porém, só é aquele que vive de acordo com a vontade de Cristo.
O batismo é a porta para a Igreja. A S. Escritura considera membros da Igreja os 3000 que se batizaram no dia de Pentecostes. Não passa de católico nominal aquele que não conhece ou não pratica a doutrina de Cristo.
O que são os cardeais?
Os cardeais são conselheiros do Papa que possuem o direito de eleger o Papa.
Há cerca de 70 cardeais, pertencentes a diversas nações. Usam eles um traje de púrpura e têm o título de “Eminência”.
O que são os bispos?
Os bispos são os sucessores dos Apóstolos.
O bispo governa uma parte da Igreja; esta parte chama-se diocese ou bispado. Em concílio, eles participam do governo da Igreja universal. Os bispos não são meros auxiliares do Papa, mas sim verdadeiros pastores; usam, por isso, o báculo pastoral. A sede do seu ministério chama-se “ordinário” ou “cúria”, os seus conselheiros, cônegos. Costuma-se dar aos bispos o título de “Excelência”. O traje roxo do bispo lembra a penitência.
Que são os sacerdotes?
Os sacerdotes são auxiliares dos bispos.
Os sacerdotes participam de uma parcela do poder episcopal, e só podem exercer o seu ministério quando jurisdicionados pelo bispo. Os sacerdotes encarregados pelo bispo da cura de uma determinada porção de fiéis chamam-se párocos. Em geral costumam ter os seus vigários coadjutores. A batina negra do sacerdote lembra a morte.
Que são os diáconos?
Os diáconos são sucessores dos sete esmoleres nomeados pelos Santos Apóstolos.
O ministério dos diáconos não vêm de Cristo, mas sim dos Apóstolos. Os diáconos tinham uma ordenação, por isso, alguns ofícios espirituais; batizaram, pregavam e distribuíam a sagrada comunhão. Eram os auxiliares dos sacerdotes.
Que é cristão católico?
Cristão católico é o homem batizado que se professa exteriormente membro da Igreja: verdadeiro católico, porém, só é aquele que vive de acordo com a vontade de Cristo.
O batismo é a porta para a Igreja. A S. Escritura considera membros da Igreja os 3000 que se batizaram no dia de Pentecostes. Não passa de católico nominal aquele que não conhece ou não pratica a doutrina de Cristo.
A Igreja (2)
O Chefe da Igreja
Quem Cristo designou para ser chefe da Igreja?
Cristo designou a S. Pedro para chefe da Igreja.
Jesus Cristo, o soberano da terra, chama-se o chefe invisível da Igreja, enquanto seu vigário na Terra, o Papa, chama-se de chefe visível.
Com que palavras Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja?
Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja com as seguintes palavras: “Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros”, e “A ti quero entregar as chaves do Reino do Céu”.
A chefia das ovelhas (os fiéis) e a dos cordeiros (os apóstolos) Cristo lhe conferiu depois de sua ressurreição, nas margens de Genesaré. A caminho de Cesaréia de Felipe, Cristo louvou S. Pedro por sua intrépida profissão de fé na sua divindade e acrescentou: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas (= o poder) do inferno não prevalecerão contra ela. A ti entregarei as chaves do Reino do Céu ( = supremo poder na Igreja). Tudo o que ligares na Terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu”. Os santos apóstolos reconheceram S. Pedro como seu chefe, pois, quando nos evangelhos se mencionam os nomes dos Apóstolos, o de S. Pedro está sempre em primeiro lugar.
Como se passou o poder supremo da Igreja para o bispo de Roma?
O Supremo poder da Igreja passou-se para o bispo de Roma, porque S. Pedro morreu como bispo de Roma.
Depois do anjo libertá-lo do cárcere de Jerusalém, S. Pedro seguira para Roma, onde foi bispo mais de 25 anos. Lá ele foi crucificado (em 67) de cabeça para baixo, como vários documentos do século I fazem referência. Desde então começaram os fiéis a visitar o túmulo de S. Pedro em Roma, e sobre este túmulo está construída a basílica de S. Pedro. O ministério do Papa chama-se, desde aquele tempo de Cátedra de S. Pedro,
Já nos primeiros séculos do cristianismo os bispos de Roma exerceram o primado na santa Igreja. S. Clemente, bispo de Roma, resolveu no ano 100 uma questão na Igreja de Corinto. No século II, S. Vitor, bispo de Roma, proibiu os cristãos da Ásia Menor de festejarem a Páscoa com os judeus. No século II, Sto. Estevão, bispo de Roma, proibiu aos bispos norte-africanos rebatizarem os hereges convertidos à Igreja. Desde sempre o Papa foi chamado “sumo sacerdote” e “bispo dos bispos”.
Como se costuma chamar o chefe da Igreja?
O chefe da Igreja costuma-se chamar Papa, Santo Padre ou Vigário de Cristo.
Papa quer dizer “pai”: por ser o pai da cristandade. “Santo Padre” ou “Sua Santidade” por causa de sua alta dignidade. Chama-se Vigário de Cristo, porque faz as vezes de Cristo. Diz-se ainda papa romano, por ter sua sede em Roma.
O Papa traja um hábito talar branco e usa uma tríplice coroa (tiara) em sinal do supremo ministério doutrinário, sacerdotal e pastoral; e usa o báculo com tríplice cruz. Houve até hoje mais de 260 Papas. O que governou por mais tempo foi S. Pedro, com 33 anos de governo.
Quem Cristo designou para ser chefe da Igreja?
Cristo designou a S. Pedro para chefe da Igreja.
Jesus Cristo, o soberano da terra, chama-se o chefe invisível da Igreja, enquanto seu vigário na Terra, o Papa, chama-se de chefe visível.
Com que palavras Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja?
Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja com as seguintes palavras: “Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros”, e “A ti quero entregar as chaves do Reino do Céu”.
A chefia das ovelhas (os fiéis) e a dos cordeiros (os apóstolos) Cristo lhe conferiu depois de sua ressurreição, nas margens de Genesaré. A caminho de Cesaréia de Felipe, Cristo louvou S. Pedro por sua intrépida profissão de fé na sua divindade e acrescentou: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas (= o poder) do inferno não prevalecerão contra ela. A ti entregarei as chaves do Reino do Céu ( = supremo poder na Igreja). Tudo o que ligares na Terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu”. Os santos apóstolos reconheceram S. Pedro como seu chefe, pois, quando nos evangelhos se mencionam os nomes dos Apóstolos, o de S. Pedro está sempre em primeiro lugar.
Como se passou o poder supremo da Igreja para o bispo de Roma?
O Supremo poder da Igreja passou-se para o bispo de Roma, porque S. Pedro morreu como bispo de Roma.
Depois do anjo libertá-lo do cárcere de Jerusalém, S. Pedro seguira para Roma, onde foi bispo mais de 25 anos. Lá ele foi crucificado (em 67) de cabeça para baixo, como vários documentos do século I fazem referência. Desde então começaram os fiéis a visitar o túmulo de S. Pedro em Roma, e sobre este túmulo está construída a basílica de S. Pedro. O ministério do Papa chama-se, desde aquele tempo de Cátedra de S. Pedro,
Já nos primeiros séculos do cristianismo os bispos de Roma exerceram o primado na santa Igreja. S. Clemente, bispo de Roma, resolveu no ano 100 uma questão na Igreja de Corinto. No século II, S. Vitor, bispo de Roma, proibiu os cristãos da Ásia Menor de festejarem a Páscoa com os judeus. No século II, Sto. Estevão, bispo de Roma, proibiu aos bispos norte-africanos rebatizarem os hereges convertidos à Igreja. Desde sempre o Papa foi chamado “sumo sacerdote” e “bispo dos bispos”.
Como se costuma chamar o chefe da Igreja?
O chefe da Igreja costuma-se chamar Papa, Santo Padre ou Vigário de Cristo.
Papa quer dizer “pai”: por ser o pai da cristandade. “Santo Padre” ou “Sua Santidade” por causa de sua alta dignidade. Chama-se Vigário de Cristo, porque faz as vezes de Cristo. Diz-se ainda papa romano, por ter sua sede em Roma.
O Papa traja um hábito talar branco e usa uma tríplice coroa (tiara) em sinal do supremo ministério doutrinário, sacerdotal e pastoral; e usa o báculo com tríplice cruz. Houve até hoje mais de 260 Papas. O que governou por mais tempo foi S. Pedro, com 33 anos de governo.
A Igreja (1)
A organização da Igreja
O que é a Igreja Católica?
A Igreja Católica é a instituição visível estabelecida por Jesus Cristo, na qual os homens são educados para o Céu.
A Igreja é um estabelecimento como a escola: há um diretor, professores e alunos. Ao passo, porém, que a escola só educa para o mundo, enquanto a Igreja quase só educa para o Céu. Ela continua a obra de Cristo em virtude da missão a ela conferida por Cristo pouco antes de subir ao Céu. Por “Igreja” não entendemos, portanto, o edifício construído de pedras, mas sim a cristandade inteira, com seus chefes.
Por que a Igreja se chama Igreja “Católica”?
A Igreja se chama “católica”, porque é uma Igreja para todos os povos da Terra.
A Igreja de Jesus Cristo absolutamente não é destinada exclusivamente para uma ou outra nação, pois Cristo morreu por todos os homens e quer santificar a todos pela sua Igreja. Por isso ele compara a sua Igreja com um aprisco, em que quer reunir todas as ovelhas sob as ordens de um só pastor. Ele diz: “Haverá um só rebanho e um só pastor”. Católico quer dizer “universal”. A Igreja Católica significa pois, Igreja universal.
Por que chamamos a Igreja de nossa Mãe?
Chamamos a Igreja de nossa Mãe, porque ela nos educa como uma boa mãe.
Ela é mãe também, porque, pelo batismo, nos dá a vida da alma. Chama-se também de Reino (Reino de Deus, Reino dos Céus) por causa da hierarquia que nela existe. Assim como no exército há oficiais superiores, inferiores e soldados, na santa Igreja há Papa, os bispos, os sacerdotes, os diáconos, os fiéis, etc.
De que forma a Igreja nos educa para o Céu?
A Igreja nos educa para o Céu exercendo o seu tríplice ministério que lhe foi conferido por Jesus Cristo: doutrinário, sacerdotal e pastoral.
O ministério doutrinário consiste na pregação, o sacerdotal na distribuição dos meios da graça, o pastoral no governo dos fiéis por meio de mandamentos e normas semelhantes. Na Igreja há, portanto, a Igreja docente (que ensina) e a discente (que aprende). Pertence à Igreja docente o Papa, os bispos e os sacerdotes enviados por eles, enquanto pertencem à mesma Igreja discente os cristãos católicos.
O que é a Igreja Católica?
A Igreja Católica é a instituição visível estabelecida por Jesus Cristo, na qual os homens são educados para o Céu.
A Igreja é um estabelecimento como a escola: há um diretor, professores e alunos. Ao passo, porém, que a escola só educa para o mundo, enquanto a Igreja quase só educa para o Céu. Ela continua a obra de Cristo em virtude da missão a ela conferida por Cristo pouco antes de subir ao Céu. Por “Igreja” não entendemos, portanto, o edifício construído de pedras, mas sim a cristandade inteira, com seus chefes.
Por que a Igreja se chama Igreja “Católica”?
A Igreja se chama “católica”, porque é uma Igreja para todos os povos da Terra.
A Igreja de Jesus Cristo absolutamente não é destinada exclusivamente para uma ou outra nação, pois Cristo morreu por todos os homens e quer santificar a todos pela sua Igreja. Por isso ele compara a sua Igreja com um aprisco, em que quer reunir todas as ovelhas sob as ordens de um só pastor. Ele diz: “Haverá um só rebanho e um só pastor”. Católico quer dizer “universal”. A Igreja Católica significa pois, Igreja universal.
Por que chamamos a Igreja de nossa Mãe?
Chamamos a Igreja de nossa Mãe, porque ela nos educa como uma boa mãe.
Ela é mãe também, porque, pelo batismo, nos dá a vida da alma. Chama-se também de Reino (Reino de Deus, Reino dos Céus) por causa da hierarquia que nela existe. Assim como no exército há oficiais superiores, inferiores e soldados, na santa Igreja há Papa, os bispos, os sacerdotes, os diáconos, os fiéis, etc.
De que forma a Igreja nos educa para o Céu?
A Igreja nos educa para o Céu exercendo o seu tríplice ministério que lhe foi conferido por Jesus Cristo: doutrinário, sacerdotal e pastoral.
O ministério doutrinário consiste na pregação, o sacerdotal na distribuição dos meios da graça, o pastoral no governo dos fiéis por meio de mandamentos e normas semelhantes. Na Igreja há, portanto, a Igreja docente (que ensina) e a discente (que aprende). Pertence à Igreja docente o Papa, os bispos e os sacerdotes enviados por eles, enquanto pertencem à mesma Igreja discente os cristãos católicos.
Deus e suas criaturas (8)
A criação do homem.
O que diz a S. Escritura acerca da criação do homem?
A S. Escritura nos diz o seguinte acerca da criação do homem:
1) Deus fez de barro o corpo do primeiro homem e insuflou-lhe a alma.
Se vê com clareza que o homem é de barro pelo fato de, depois de sepultado, voltar a ser barro. 2) A existência transparece as conversas sensatas do homem. Assim como os sinais do telegrafo permitem concluir a presença de um ser racional, também nossas conversas provam que no corpo há um espírito. Este espírito, evidentemente, não se pode encontrar por cortes de bisturi, pois não é corpóreo. – É insensata a opinião darwinista de que os homens se desenvolveram dos maçados. Pois do homem para o macaco vão diferenças essenciais; referem-se estas especialmente à configuração do crânio, massa encefálica, fala, traços fisionômicos, crescimento, idade e suscetibilidade cultural. Pode de uma ervilha nascer castanheiro ou palmeira?
2) Deus criou primeiro um homem, Adão, e do homem uma mulher, Eva.
Adão quer dizer “feito de barro”; Eva “mãe dos viventes.
3) Todos o homens descendem de Adão e Eva.
Os homens do mundo inteiro constituem, portanto, uma única família. As raças humanas não divergem essencialmente umas das outras. As diferenças de cor, configuração do crânio, etc. são geralmente resultado da influência do clima e das condições de vida (biológicas).
O que diz a S. Escritura acerca da criação do homem?
A S. Escritura nos diz o seguinte acerca da criação do homem:
1) Deus fez de barro o corpo do primeiro homem e insuflou-lhe a alma.
Se vê com clareza que o homem é de barro pelo fato de, depois de sepultado, voltar a ser barro. 2) A existência transparece as conversas sensatas do homem. Assim como os sinais do telegrafo permitem concluir a presença de um ser racional, também nossas conversas provam que no corpo há um espírito. Este espírito, evidentemente, não se pode encontrar por cortes de bisturi, pois não é corpóreo. – É insensata a opinião darwinista de que os homens se desenvolveram dos maçados. Pois do homem para o macaco vão diferenças essenciais; referem-se estas especialmente à configuração do crânio, massa encefálica, fala, traços fisionômicos, crescimento, idade e suscetibilidade cultural. Pode de uma ervilha nascer castanheiro ou palmeira?
2) Deus criou primeiro um homem, Adão, e do homem uma mulher, Eva.
Adão quer dizer “feito de barro”; Eva “mãe dos viventes.
3) Todos o homens descendem de Adão e Eva.
Os homens do mundo inteiro constituem, portanto, uma única família. As raças humanas não divergem essencialmente umas das outras. As diferenças de cor, configuração do crânio, etc. são geralmente resultado da influência do clima e das condições de vida (biológicas).
A fé cristã
O que é crer?
Crer é ter por verdadeira alguma coisa, porque uma testemunha fidedigna a confirma.
Um missionário europeu conta aos seus missionários equatoriais que na sua pátria, durante o inverno, a água se torna tão consistente, a ponto de um elefante lhe poder caminhar por cima. Custa aos ouvintes acreditá-lo, porquanto jamais viram fenômeno semelhante e nem sequer o podem imaginar. Conhecendo, porém, o missionário, e tendo-o em conta de um homem sincero e verdadeiro, tomam eles por verdadeiro o que ele diz; por outra: crêem. Do mesmo modo os alunos crêem no mestre, quando este lhes ensina geografia, história ou ciências naturais. O juiz crê na testemunha.
Que é a fé cristã?
A fé cristã é uma firma convicção, adquirida com a graça de Deus, de que é verdadeiro tudo quanto Jesus Cristo ensinou e a Igreja Católica ensina a mandado dele.
Na ultima Ceia Jesus disse: “isto é o meu corpo”. Apesar de estarem vendo as aparências do pão, os apóstolos estavam, todavia, firmemente convencidos da verdade das palavras de Cristo. Toda a vida milagrosa de N. Senhor lhes dava essa certeza. S. Paulo chama a fé cristã uma firme convicção daquilo que não se vê.
A que coisas se refere a fé cristã?
A fé cristã se refere a coisas que não podemos alcançar com os sentidos, nem compreender com a inteligência.
Nossa religião instrui sobre coisas invisíveis (como sejam Deus, a alma, os anjos) e encerra muitos mistérios, como p. ex. o da Santíssima Trindade. A este é que se refere a fé. Ao invés, dispensa-se a fé em assuntos que vemos ou compreendemos com a nossa razão (p. ex. não há necessidade da fé para admitir que 2+2=4).
Por que agimos racionalmente crendo nas palavras de Jesus Cristo?
Agimos racionalmente crendo nas palavras de Jesus Cristo, porque Cristo é o Filho de Deus e como tal não pode errar nem enganar; além disso, porque Jesus Cristo, com a sua ressurreição e com muitos outros prodígios, provou a verdade de sua doutrina.
1) Quem crê em Deus está mais seguro do que crê nos demais homens ou nos próprios sentidos; estes podem enganá-lo, Deus não. 2) Diz Jesus Cristo: “Se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras!”
Por que é que procedemos racionalmente acreditando nas doutrinas da Igreja?
Acreditando nas doutrinas da Igreja procedemos racionalmente, porque o Espírito Santo governa a Igreja e a preserva de erro, e porque Deus até hoje demonstra com milagres que a Igreja ensina a verdade.
1) Cristo prometeu à Igreja o seu auxílio e a assistência do Espírito Santo. Foi na ascensão quando disse aos apóstolos: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. E doutra feita na última ceia: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, que ficará convosco eternamente, o Espírito da Verdade”. 2) Na nossa santa Igreja dão-se milagres. Sirvam de prova os muitos corpos e membros de Santos que se conservam incorruptos.
Por que é que a fé cristã é absolutamente necessária?
A fé cristã é absolutamente necessária, porque sem ela não se podem praticar obras meritórias, nem tão pouco conseguir a bem aventurança eterna.
1) A fé é como a raiz duma árvore. Uma árvore sem raiz não produz frutos, e um homem sem fé não pode praticar obras meritórias. Eis porque diz S. Paulo: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. 2) Sem fé tão pouco há salvação. Jesus Cristo diz: “Quem não crer será condenado”.
A quem Deus costuma dar a fé cristã?
Deus costuma dar a fé cristã:
1) aos que vivem em temor de Deus; 2) aos que seriamente buscam a verdade; 3) aos que pedem a Deus a verdadeira fé.
1) Deu-se o primeiro caso com o capitão Cornélio em Cesaréia, e com o filósofo S. Justino, que ambos se converteram. 2) Disse Jesus: “Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça: porque serão saciados”. 3) Diz ainda N. Senhor: “Quem pede, alcança”. 4) Às vezes Deus chega a converter os próprios inimigos da verdadeira religião, contanto que, errando, tenham alguma boa intenção; deu-se isto com Saulo. Deus em alguns casos, lança mão de milagres para outorgar a graça da fé; assim fez a Saulo, aos pastores de Belém, aos Reis Magos.
Quando é que a fé tem pouco valor?
A fé tem pouco valor: 1) quando se deixa de crer uma única doutrina sequer de Cristo ou da Igreja; 2) quando não se praticam boas obras; 3) quando não quer professar a fé.
1) Quem crê que Jesus Cristo é Deus, deve aceitar todas as suas doutrinas; se o não fizer, deixa propriamente de crer que Cristo é Deus. E portanto toda a sua crença é tão sem valor como uma casa de alicerces bambos. Quem transgride um único mandamento que seja a lei de Deus, peca contra toda a lei. O mesmo sucede com as verdades da fé. 2) Ensina S. Tiago: “Assim como um corpo sem espírito é morto, é morta também a fé sem boas obras”. Quem crê, mas não pratica boas obras, é qual uma árvore sem frutos. 3) No dia do juízo, Cristo não desejará saber de quem não tiver professado a sua fé cristã.
Quem é que não tem a fé cristã?
1) Os descrentes, i. e, os que, tendo conhecido as doutrinas reveladas, contudo as rejeitam.
O pagão que foi criado no paganismo e nunca ouviu falar da verdadeira religião, não tem culpa de sua descrença. Portanto, semelhante individuo não é propriamente descrente. Incrédulo foi S. Tomé, apóstolo. Como Tomé, o descrente só quer acreditar no que vê e apalpa. A descrença nasce, bastantes vezes, de uma vida desregrada. Diz S. Paulo: “O homem sensual não entende o que é do Espírito de Deus”. O homem viciado é como uma água imunda na qual não pôde penetrar a luz. Outras vezes a descrença é resultado da falta de experiência e produto da soberba.
2) Os hereges, i. e,. os que com obstinação, rejeitam uma ou outra verdade revelada.
Quem por ignorância inculpável viveu na heresia, - há muitos protestantes assim – não é considerado herege perante Deus, porque não rejeita pertinazmente a verdade. Dá-se com ele o mesmo que se dá com que possui um bem alheio sem o saber; um tal não pode ser taxado de ladrão. Deve-se estabelecer distinção entre os hereges e os heresiarcas. Estes são os que seduzem a outros para a heresia, como Ário, Hus, Lutero, Henrique VIII da Inglaterra. Geralmente os heresiarcas serviram-se das doutrinas religiosas como pretexto para alcançarem com mais facilidade os seus fins; um pretendia vingar-se; outro, ampliar os seus poderes; um terceiro, criar uma vida mais folgada, etc. Os heresiarcas parecem-se com moedeiros falsos, porquanto passam uma falsa religião por boa. A heresia em si é uma fé adulterada; assemelha-se a um cálice de vinho contendo uma gota de veneno. São afins dos hereges os cismáticos, quando aqueles que, de inicio não reconhecem o chefe da Igreja; tais são os gregos e os russos. Por causa dos heresiar
cas reuniram-se muitos concílios.
3) Os que, de propósito, duvidam das verdades da fé.
Há uma dúvida razoável. É a que se levanta com o intuito de encontrar a refutação para, depois, crer com maior firmeza. Ora, quem ainda duvida depois de muitas razões para o forçarem a crer, duvida propositalmente e não pode jamais chegar a fé. Dos castigos que Moisés e Zacarias sofreram, ressalta o quanto tais duvidas desagradam a Deus. Quando nos assaltam duvidas e tentações contra a fé, invoquemos a luz e a graça de Deus!
4) Os que não se importam com as doutrinas da religião.
Muitos homens são como os convidados ao banquete do Evangelho, os quais por causa da fazenda, dos bois e da mulher deixam de comparecer ao banquete celestial. Não cogitam senão do que lhe traz gozo e vantagem temporal. Morre a sua fé, como a planta que não é regada. Os indiferentes na fé não encontrarão desculpa no dia do juízo. Não poderão dizer: “Nós não o sabíamos”, porque foi culpa deles não o saberem.
Crer é ter por verdadeira alguma coisa, porque uma testemunha fidedigna a confirma.
Um missionário europeu conta aos seus missionários equatoriais que na sua pátria, durante o inverno, a água se torna tão consistente, a ponto de um elefante lhe poder caminhar por cima. Custa aos ouvintes acreditá-lo, porquanto jamais viram fenômeno semelhante e nem sequer o podem imaginar. Conhecendo, porém, o missionário, e tendo-o em conta de um homem sincero e verdadeiro, tomam eles por verdadeiro o que ele diz; por outra: crêem. Do mesmo modo os alunos crêem no mestre, quando este lhes ensina geografia, história ou ciências naturais. O juiz crê na testemunha.
Que é a fé cristã?
A fé cristã é uma firma convicção, adquirida com a graça de Deus, de que é verdadeiro tudo quanto Jesus Cristo ensinou e a Igreja Católica ensina a mandado dele.
Na ultima Ceia Jesus disse: “isto é o meu corpo”. Apesar de estarem vendo as aparências do pão, os apóstolos estavam, todavia, firmemente convencidos da verdade das palavras de Cristo. Toda a vida milagrosa de N. Senhor lhes dava essa certeza. S. Paulo chama a fé cristã uma firme convicção daquilo que não se vê.
A que coisas se refere a fé cristã?
A fé cristã se refere a coisas que não podemos alcançar com os sentidos, nem compreender com a inteligência.
Nossa religião instrui sobre coisas invisíveis (como sejam Deus, a alma, os anjos) e encerra muitos mistérios, como p. ex. o da Santíssima Trindade. A este é que se refere a fé. Ao invés, dispensa-se a fé em assuntos que vemos ou compreendemos com a nossa razão (p. ex. não há necessidade da fé para admitir que 2+2=4).
Por que agimos racionalmente crendo nas palavras de Jesus Cristo?
Agimos racionalmente crendo nas palavras de Jesus Cristo, porque Cristo é o Filho de Deus e como tal não pode errar nem enganar; além disso, porque Jesus Cristo, com a sua ressurreição e com muitos outros prodígios, provou a verdade de sua doutrina.
1) Quem crê em Deus está mais seguro do que crê nos demais homens ou nos próprios sentidos; estes podem enganá-lo, Deus não. 2) Diz Jesus Cristo: “Se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras!”
Por que é que procedemos racionalmente acreditando nas doutrinas da Igreja?
Acreditando nas doutrinas da Igreja procedemos racionalmente, porque o Espírito Santo governa a Igreja e a preserva de erro, e porque Deus até hoje demonstra com milagres que a Igreja ensina a verdade.
1) Cristo prometeu à Igreja o seu auxílio e a assistência do Espírito Santo. Foi na ascensão quando disse aos apóstolos: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. E doutra feita na última ceia: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, que ficará convosco eternamente, o Espírito da Verdade”. 2) Na nossa santa Igreja dão-se milagres. Sirvam de prova os muitos corpos e membros de Santos que se conservam incorruptos.
Por que é que a fé cristã é absolutamente necessária?
A fé cristã é absolutamente necessária, porque sem ela não se podem praticar obras meritórias, nem tão pouco conseguir a bem aventurança eterna.
1) A fé é como a raiz duma árvore. Uma árvore sem raiz não produz frutos, e um homem sem fé não pode praticar obras meritórias. Eis porque diz S. Paulo: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. 2) Sem fé tão pouco há salvação. Jesus Cristo diz: “Quem não crer será condenado”.
A quem Deus costuma dar a fé cristã?
Deus costuma dar a fé cristã:
1) aos que vivem em temor de Deus; 2) aos que seriamente buscam a verdade; 3) aos que pedem a Deus a verdadeira fé.
1) Deu-se o primeiro caso com o capitão Cornélio em Cesaréia, e com o filósofo S. Justino, que ambos se converteram. 2) Disse Jesus: “Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça: porque serão saciados”. 3) Diz ainda N. Senhor: “Quem pede, alcança”. 4) Às vezes Deus chega a converter os próprios inimigos da verdadeira religião, contanto que, errando, tenham alguma boa intenção; deu-se isto com Saulo. Deus em alguns casos, lança mão de milagres para outorgar a graça da fé; assim fez a Saulo, aos pastores de Belém, aos Reis Magos.
Quando é que a fé tem pouco valor?
A fé tem pouco valor: 1) quando se deixa de crer uma única doutrina sequer de Cristo ou da Igreja; 2) quando não se praticam boas obras; 3) quando não quer professar a fé.
1) Quem crê que Jesus Cristo é Deus, deve aceitar todas as suas doutrinas; se o não fizer, deixa propriamente de crer que Cristo é Deus. E portanto toda a sua crença é tão sem valor como uma casa de alicerces bambos. Quem transgride um único mandamento que seja a lei de Deus, peca contra toda a lei. O mesmo sucede com as verdades da fé. 2) Ensina S. Tiago: “Assim como um corpo sem espírito é morto, é morta também a fé sem boas obras”. Quem crê, mas não pratica boas obras, é qual uma árvore sem frutos. 3) No dia do juízo, Cristo não desejará saber de quem não tiver professado a sua fé cristã.
Quem é que não tem a fé cristã?
1) Os descrentes, i. e, os que, tendo conhecido as doutrinas reveladas, contudo as rejeitam.
O pagão que foi criado no paganismo e nunca ouviu falar da verdadeira religião, não tem culpa de sua descrença. Portanto, semelhante individuo não é propriamente descrente. Incrédulo foi S. Tomé, apóstolo. Como Tomé, o descrente só quer acreditar no que vê e apalpa. A descrença nasce, bastantes vezes, de uma vida desregrada. Diz S. Paulo: “O homem sensual não entende o que é do Espírito de Deus”. O homem viciado é como uma água imunda na qual não pôde penetrar a luz. Outras vezes a descrença é resultado da falta de experiência e produto da soberba.
2) Os hereges, i. e,. os que com obstinação, rejeitam uma ou outra verdade revelada.
Quem por ignorância inculpável viveu na heresia, - há muitos protestantes assim – não é considerado herege perante Deus, porque não rejeita pertinazmente a verdade. Dá-se com ele o mesmo que se dá com que possui um bem alheio sem o saber; um tal não pode ser taxado de ladrão. Deve-se estabelecer distinção entre os hereges e os heresiarcas. Estes são os que seduzem a outros para a heresia, como Ário, Hus, Lutero, Henrique VIII da Inglaterra. Geralmente os heresiarcas serviram-se das doutrinas religiosas como pretexto para alcançarem com mais facilidade os seus fins; um pretendia vingar-se; outro, ampliar os seus poderes; um terceiro, criar uma vida mais folgada, etc. Os heresiarcas parecem-se com moedeiros falsos, porquanto passam uma falsa religião por boa. A heresia em si é uma fé adulterada; assemelha-se a um cálice de vinho contendo uma gota de veneno. São afins dos hereges os cismáticos, quando aqueles que, de inicio não reconhecem o chefe da Igreja; tais são os gregos e os russos. Por causa dos heresiar
cas reuniram-se muitos concílios.
3) Os que, de propósito, duvidam das verdades da fé.
Há uma dúvida razoável. É a que se levanta com o intuito de encontrar a refutação para, depois, crer com maior firmeza. Ora, quem ainda duvida depois de muitas razões para o forçarem a crer, duvida propositalmente e não pode jamais chegar a fé. Dos castigos que Moisés e Zacarias sofreram, ressalta o quanto tais duvidas desagradam a Deus. Quando nos assaltam duvidas e tentações contra a fé, invoquemos a luz e a graça de Deus!
4) Os que não se importam com as doutrinas da religião.
Muitos homens são como os convidados ao banquete do Evangelho, os quais por causa da fazenda, dos bois e da mulher deixam de comparecer ao banquete celestial. Não cogitam senão do que lhe traz gozo e vantagem temporal. Morre a sua fé, como a planta que não é regada. Os indiferentes na fé não encontrarão desculpa no dia do juízo. Não poderão dizer: “Nós não o sabíamos”, porque foi culpa deles não o saberem.
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