Apresentação
Após me tornar católico, passei a conhecer, além dos que já conhecia, uma grande quantidade de católicos empenhados em preservar sua fé. Alguns deles me indicaram um mosteiro onde monges piedosos estão a construir uma igreja, e onde também se reza a Missa Tridentina. Lá conheci católicos incríveis. Também conheci o pe. Jahir. Para a preparação do meu batismo, ele me passou para ler o Catecismo Escolar e Popular do prof. P. Spirago, do qual li. Ao devolver, ele mandou eu reler (rsrs). Como normalmente reler um livro se torna monótono para mim (por mais interessante que seja, como é o caso desse catecismo), resolvi digitá-lo aos poucos. Não só para memorizar melhor os ensinos, mas para compartilhar com mais pessoas esse catecismo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
Como ele é bem antigo (a primeira edição é de 1902), as palavras do português não são as mesmas dos tempos atuais. Dessa forma, trocarei as palavras antigas por sinônimos atuais (em alguns casos aparenta mais algo como uma tradução!).
Espero que gostem, assim como eu, do ensino desse catecismo. Ele ensina o que a Igreja crê desde os séculos.
É claro que um catecismo não pode e nem vai substituir a Bíblia em ensino e valor. No entanto, ele serve como um professor, ou, no caso dos catequistas, um auxiliar. Isso ajuda a manter um ensino único, diferente das várias interpretações da Bíblia. Ora, a verdade é uma só, e não várias porções contraditórias.
Espero que além de ler o que digitar (que por conta de algumas tarefas cotidianas talvez tenha momentos em que demore de colocar uma nova parte), você também possa divulgar aos amigos, ou em sua página na internet.
Este layout é temporário. Pretendo modificá-lo enquanto digito e tenho mais idéias.
Em Cristo.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A Igreja (3)
A hierarquia na Igreja
O que são os cardeais?
Os cardeais são conselheiros do Papa que possuem o direito de eleger o Papa.
Há cerca de 70 cardeais, pertencentes a diversas nações. Usam eles um traje de púrpura e têm o título de “Eminência”.
O que são os bispos?
Os bispos são os sucessores dos Apóstolos.
O bispo governa uma parte da Igreja; esta parte chama-se diocese ou bispado. Em concílio, eles participam do governo da Igreja universal. Os bispos não são meros auxiliares do Papa, mas sim verdadeiros pastores; usam, por isso, o báculo pastoral. A sede do seu ministério chama-se “ordinário” ou “cúria”, os seus conselheiros, cônegos. Costuma-se dar aos bispos o título de “Excelência”. O traje roxo do bispo lembra a penitência.
Que são os sacerdotes?
Os sacerdotes são auxiliares dos bispos.
Os sacerdotes participam de uma parcela do poder episcopal, e só podem exercer o seu ministério quando jurisdicionados pelo bispo. Os sacerdotes encarregados pelo bispo da cura de uma determinada porção de fiéis chamam-se párocos. Em geral costumam ter os seus vigários coadjutores. A batina negra do sacerdote lembra a morte.
Que são os diáconos?
Os diáconos são sucessores dos sete esmoleres nomeados pelos Santos Apóstolos.
O ministério dos diáconos não vêm de Cristo, mas sim dos Apóstolos. Os diáconos tinham uma ordenação, por isso, alguns ofícios espirituais; batizaram, pregavam e distribuíam a sagrada comunhão. Eram os auxiliares dos sacerdotes.
Que é cristão católico?
Cristão católico é o homem batizado que se professa exteriormente membro da Igreja: verdadeiro católico, porém, só é aquele que vive de acordo com a vontade de Cristo.
O batismo é a porta para a Igreja. A S. Escritura considera membros da Igreja os 3000 que se batizaram no dia de Pentecostes. Não passa de católico nominal aquele que não conhece ou não pratica a doutrina de Cristo.
A Igreja (2)
O Chefe da Igreja
Quem Cristo designou para ser chefe da Igreja?
Cristo designou a S. Pedro para chefe da Igreja.
Jesus Cristo, o soberano da terra, chama-se o chefe invisível da Igreja, enquanto seu vigário na Terra, o Papa, chama-se de chefe visível.
Com que palavras Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja?
Cristo nomeou a S. Pedro chefe da Igreja com as seguintes palavras: “Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros”, e “A ti quero entregar as chaves do Reino do Céu”.
A chefia das ovelhas (os fiéis) e a dos cordeiros (os apóstolos) Cristo lhe conferiu depois de sua ressurreição, nas margens de Genesaré. A caminho de Cesaréia de Felipe, Cristo louvou S. Pedro por sua intrépida profissão de fé na sua divindade e acrescentou: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas (= o poder) do inferno não prevalecerão contra ela. A ti entregarei as chaves do Reino do Céu ( = supremo poder na Igreja). Tudo o que ligares na Terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu”. Os santos apóstolos reconheceram S. Pedro como seu chefe, pois, quando nos evangelhos se mencionam os nomes dos Apóstolos, o de S. Pedro está sempre em primeiro lugar.
Como se passou o poder supremo da Igreja para o bispo de Roma?
O Supremo poder da Igreja passou-se para o bispo de Roma, porque S. Pedro morreu como bispo de Roma.
Depois do anjo libertá-lo do cárcere de Jerusalém, S. Pedro seguira para Roma, onde foi bispo mais de 25 anos. Lá ele foi crucificado (em 67) de cabeça para baixo, como vários documentos do século I fazem referência. Desde então começaram os fiéis a visitar o túmulo de S. Pedro em Roma, e sobre este túmulo está construída a basílica de S. Pedro. O ministério do Papa chama-se, desde aquele tempo de Cátedra de S. Pedro,
Já nos primeiros séculos do cristianismo os bispos de Roma exerceram o primado na santa Igreja. S. Clemente, bispo de Roma, resolveu no ano 100 uma questão na Igreja de Corinto. No século II, S. Vitor, bispo de Roma, proibiu os cristãos da Ásia Menor de festejarem a Páscoa com os judeus. No século II, Sto. Estevão, bispo de Roma, proibiu aos bispos norte-africanos rebatizarem os hereges convertidos à Igreja. Desde sempre o Papa foi chamado “sumo sacerdote” e “bispo dos bispos”.
Como se costuma chamar o chefe da Igreja?
O chefe da Igreja costuma-se chamar Papa, Santo Padre ou Vigário de Cristo.
Papa quer dizer “pai”: por ser o pai da cristandade. “Santo Padre” ou “Sua Santidade” por causa de sua alta dignidade. Chama-se Vigário de Cristo, porque faz as vezes de Cristo. Diz-se ainda papa romano, por ter sua sede em Roma.
O Papa traja um hábito talar branco e usa uma tríplice coroa (tiara) em sinal do supremo ministério doutrinário, sacerdotal e pastoral; e usa o báculo com tríplice cruz. Houve até hoje mais de 260 Papas. O que governou por mais tempo foi S. Pedro, com 33 anos de governo.
A Igreja (1)
A organização da Igreja
O que é a Igreja Católica?
A Igreja Católica é a instituição visível estabelecida por Jesus Cristo, na qual os homens são educados para o Céu.
A Igreja é um estabelecimento como a escola: há um diretor, professores e alunos. Ao passo, porém, que a escola só educa para o mundo, enquanto a Igreja quase só educa para o Céu. Ela continua a obra de Cristo em virtude da missão a ela conferida por Cristo pouco antes de subir ao Céu. Por “Igreja” não entendemos, portanto, o edifício construído de pedras, mas sim a cristandade inteira, com seus chefes.
Por que a Igreja se chama Igreja “Católica”?
A Igreja se chama “católica”, porque é uma Igreja para todos os povos da Terra.
A Igreja de Jesus Cristo absolutamente não é destinada exclusivamente para uma ou outra nação, pois Cristo morreu por todos os homens e quer santificar a todos pela sua Igreja. Por isso ele compara a sua Igreja com um aprisco, em que quer reunir todas as ovelhas sob as ordens de um só pastor. Ele diz: “Haverá um só rebanho e um só pastor”. Católico quer dizer “universal”. A Igreja Católica significa pois, Igreja universal.
Por que chamamos a Igreja de nossa Mãe?
Chamamos a Igreja de nossa Mãe, porque ela nos educa como uma boa mãe.
Ela é mãe também, porque, pelo batismo, nos dá a vida da alma. Chama-se também de Reino (Reino de Deus, Reino dos Céus) por causa da hierarquia que nela existe. Assim como no exército há oficiais superiores, inferiores e soldados, na santa Igreja há Papa, os bispos, os sacerdotes, os diáconos, os fiéis, etc.
De que forma a Igreja nos educa para o Céu?
A Igreja nos educa para o Céu exercendo o seu tríplice ministério que lhe foi conferido por Jesus Cristo: doutrinário, sacerdotal e pastoral.
O ministério doutrinário consiste na pregação, o sacerdotal na distribuição dos meios da graça, o pastoral no governo dos fiéis por meio de mandamentos e normas semelhantes. Na Igreja há, portanto, a Igreja docente (que ensina) e a discente (que aprende). Pertence à Igreja docente o Papa, os bispos e os sacerdotes enviados por eles, enquanto pertencem à mesma Igreja discente os cristãos católicos.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Deus e suas criaturas (11)
O Pecado Original.
Por que Deus deu um preceito aos primeiros homens?
Deus deu um preceito aos primeiros homens, para que eles, obedecendo, merecessem como recompensa a eterna bem aventurança.
A ordem divina foi a de não comerem do fruto da árvore que estava situada no centro do paraíso.
Como sucedeu os primeiros homens transgredirem o primeiro preceito?
Sucedeu os primeiros homens transgredirem o preceito divino por atenderem as insinuações do demônio.
O demônio ardia de inveja dos primeiros homens. Revestiu-se da forma de uma serpente e serviu-se de uma mentira, da qual iludiu Eva. – Pensam os Santos que o pecado se cometeu na tarde do sexto dia da criação (por conseguinte, sexta-feira a tarde); por admirável coincidência se operou a redenção também numa sexta feira a tarde.
Que más conseqüências teve a transgressão desse preceito?
A transgressão desse preceito teve as seguintes más conseqüências: os homens perderam os dons sobrenaturais e sofreram, além disto, prejuízos no corpo e na alma.
Aconteceu aos homens o mesmo que ao judeu da parábola do bom samaritano, que caiu nas mãos dos ladrões: perdeu suas posses, e além disso, foi surrado até sangrar. Os homens perderam os dons sobrenaturais e naturais (da inteligência e da vontade), ficaram deteriorados. Deus impôs essa grave penalidade, porque o preceito era fácil de cumprir, e porque os homens possuíam uma elevada compreensão. Note que o Filho de Deus morreu para expiar este pecado.
Que danos espirituais sofreram os primeiros homens com este pecado?
Os primeiros homens sofreram com este pecado os seguintes danos espirituais: 1) a inteligência foi ofuscada; 2) a vontade enfraquecida e inclinada para o mal; 3) perderam a graça santificante; tornaram-se, portanto, desagradáveis a Deus e sem direito ao céu.
Que danos corporais sofreram os primeiros homens com este pecado?
Os primeiros homens sofreram os seguintes danos corporais: 1) tiveram que morrer e ficaram sujeitos às doenças; 2) foram expulsos do paraíso e obrigados ao trabalho pesado; 3) as energias da natureza e as criaturas inferiores adquiriram nocividade ao homem.
A maldição de Deus foi esta: “Tu és pó, e ao pó voltarás”. “Ao suor de teu rosto comerás teu pão”.
Por que se chama pecado original o pecado dos primeiros homens?
O pecado dos primeiros homens chama-se “pecado original” porque todos os homens herdam juntamente com as más conseqüências dele.
Parece-nos incompreensível termos que sofrer o castigo de um pecado que não temos culpa. A seguinte parábola irá esclarecer o porquê. Um barão recebe do imperador umas terras, com a condição de ficar fiel na guerra. O barão prevarica. Em represália, o imperador toma-lhe as terras e o título, e desterra-o. Podem os filhos do barão herdar as prerrogativas do pai? Não. Alguma coisa, porém, herdam, a saber: a ignomínia e a pobreza. Caso semelhante acontece com o pecado original.
Quem ficou isento do pecado original?
Só Jesus Cristo e a santíssima Virgem ficaram isentos do pecado original.
É por isto que a Santa Igreja celebra o dia do nascimento deles, ao passo que os demais Santos (exceto S. João Batista) só se celebra o dia da morte. O corpo de Jesus Cristo e de Maria santíssima já ressurgiram dos mortos, fatos esses que comemoramos nas festas da Páscoa e da Assunção de Nossa Senhora. Cristo não podia ter o pecado original por ser Deus. Maria santíssima foi isenta dele por especial privilégio outorgado por Deus, fato que se celebra no dia 8 de Dezembro, festa da Imaculada Conceição. Nós nos livramos do pecado original pelo santo batismo.
Quem foi que nos remiu das más conseqüências do pecado original?
Foi Jesus Cristo que nos remiu das más consequências do pecado original.
Por isso Jesus Cristo se chama Redentor ou Salvador e é comparado ao bom samaritano. Ele curou nossas chagas da seguinte maneira: 1) iluminou nossa inteligência com sua doutrina (evangelho), sendo, por isso, a “Luz do Mundo”. 2) Fortaleceu nossa vontade com seu exemplo, com seus mandamentos e promessas; ele é o “Bom Pastor”, visto que nos aponta o caminho. 3) Com sua morte na cruz conquistou para nós os meios de recuperarmos a amizade divina perdida, que são os santos sacramentos. Ele é o “Sumo Sacerdote” que nos reconcilia com Deus. 4) Morreu por nós e nos deu merecimento, com isto, a ressurreição dos mortos. Ele é, portanto, a “ressurreição e a vida”. Visto como sua morte nos reabriu o acesso ao paraíso, o véu do templo que encobria o Santo dos Santos rasgou-se na hora de sua morte.
Por que Deus deu um preceito aos primeiros homens?
Deus deu um preceito aos primeiros homens, para que eles, obedecendo, merecessem como recompensa a eterna bem aventurança.
A ordem divina foi a de não comerem do fruto da árvore que estava situada no centro do paraíso.
Como sucedeu os primeiros homens transgredirem o primeiro preceito?
Sucedeu os primeiros homens transgredirem o preceito divino por atenderem as insinuações do demônio.
O demônio ardia de inveja dos primeiros homens. Revestiu-se da forma de uma serpente e serviu-se de uma mentira, da qual iludiu Eva. – Pensam os Santos que o pecado se cometeu na tarde do sexto dia da criação (por conseguinte, sexta-feira a tarde); por admirável coincidência se operou a redenção também numa sexta feira a tarde.
Que más conseqüências teve a transgressão desse preceito?
A transgressão desse preceito teve as seguintes más conseqüências: os homens perderam os dons sobrenaturais e sofreram, além disto, prejuízos no corpo e na alma.
Aconteceu aos homens o mesmo que ao judeu da parábola do bom samaritano, que caiu nas mãos dos ladrões: perdeu suas posses, e além disso, foi surrado até sangrar. Os homens perderam os dons sobrenaturais e naturais (da inteligência e da vontade), ficaram deteriorados. Deus impôs essa grave penalidade, porque o preceito era fácil de cumprir, e porque os homens possuíam uma elevada compreensão. Note que o Filho de Deus morreu para expiar este pecado.
Que danos espirituais sofreram os primeiros homens com este pecado?
Os primeiros homens sofreram com este pecado os seguintes danos espirituais: 1) a inteligência foi ofuscada; 2) a vontade enfraquecida e inclinada para o mal; 3) perderam a graça santificante; tornaram-se, portanto, desagradáveis a Deus e sem direito ao céu.
Que danos corporais sofreram os primeiros homens com este pecado?
Os primeiros homens sofreram os seguintes danos corporais: 1) tiveram que morrer e ficaram sujeitos às doenças; 2) foram expulsos do paraíso e obrigados ao trabalho pesado; 3) as energias da natureza e as criaturas inferiores adquiriram nocividade ao homem.
A maldição de Deus foi esta: “Tu és pó, e ao pó voltarás”. “Ao suor de teu rosto comerás teu pão”.
Por que se chama pecado original o pecado dos primeiros homens?
O pecado dos primeiros homens chama-se “pecado original” porque todos os homens herdam juntamente com as más conseqüências dele.
Parece-nos incompreensível termos que sofrer o castigo de um pecado que não temos culpa. A seguinte parábola irá esclarecer o porquê. Um barão recebe do imperador umas terras, com a condição de ficar fiel na guerra. O barão prevarica. Em represália, o imperador toma-lhe as terras e o título, e desterra-o. Podem os filhos do barão herdar as prerrogativas do pai? Não. Alguma coisa, porém, herdam, a saber: a ignomínia e a pobreza. Caso semelhante acontece com o pecado original.
Quem ficou isento do pecado original?
Só Jesus Cristo e a santíssima Virgem ficaram isentos do pecado original.
É por isto que a Santa Igreja celebra o dia do nascimento deles, ao passo que os demais Santos (exceto S. João Batista) só se celebra o dia da morte. O corpo de Jesus Cristo e de Maria santíssima já ressurgiram dos mortos, fatos esses que comemoramos nas festas da Páscoa e da Assunção de Nossa Senhora. Cristo não podia ter o pecado original por ser Deus. Maria santíssima foi isenta dele por especial privilégio outorgado por Deus, fato que se celebra no dia 8 de Dezembro, festa da Imaculada Conceição. Nós nos livramos do pecado original pelo santo batismo.
Quem foi que nos remiu das más conseqüências do pecado original?
Foi Jesus Cristo que nos remiu das más consequências do pecado original.
Por isso Jesus Cristo se chama Redentor ou Salvador e é comparado ao bom samaritano. Ele curou nossas chagas da seguinte maneira: 1) iluminou nossa inteligência com sua doutrina (evangelho), sendo, por isso, a “Luz do Mundo”. 2) Fortaleceu nossa vontade com seu exemplo, com seus mandamentos e promessas; ele é o “Bom Pastor”, visto que nos aponta o caminho. 3) Com sua morte na cruz conquistou para nós os meios de recuperarmos a amizade divina perdida, que são os santos sacramentos. Ele é o “Sumo Sacerdote” que nos reconcilia com Deus. 4) Morreu por nós e nos deu merecimento, com isto, a ressurreição dos mortos. Ele é, portanto, a “ressurreição e a vida”. Visto como sua morte nos reabriu o acesso ao paraíso, o véu do templo que encobria o Santo dos Santos rasgou-se na hora de sua morte.
Deus e suas criaturas (10)
Os dons sobrenaturais.
Que prerrogativas espirituais possuíam os primeiros homens?
Os primeiros homens possuíam as seguintes prerrogativas espirituais: uma inteligência muito esclarecida, uma vontade incólume e a graça santificante.
Possuindo a graça santificante, eram agradáveis a Deus, seus filhos e herdeiros do céu. Por esta razão, aproximavam-se muito mais dos anjos no que diz respeito à perfeição. Os pagãos designavam o estado dos primeiros homens pelo nome de Idade de Ouro.
Que prerrogativas corporais possuíam os primeiros homens?
Os primeiros homens possuíam as seguintes prerrogativas corporais: isenção de morte e doenças, morada no paraíso e domínio sobre as criaturas inferiores.
O trabalho não lhe era penoso, mas agradável. Nada deste mundo podia prejudicar a vida corporal, nem água, nem fogo, nem animais.
Por que se chamam “dons sobrenaturais” essas prerrogativas dos primeiros homens?
Estas prerrogativas dos primeiros homens chamam-se “dons sobrenaturais” porque constituem um acréscimo à natureza humana.
Um soberano aceita em sua casa um órfão e dá-lhe não só alimento, roupa e morada, mas leva a sua generosidade ao ponto de adotá-lo como filho e dá-lhe o direito de sucessão ao trono. Com isto, eleva o menino muito acima da sua posição. Do mesmo modo, Deus agraciou os nossos primeiros pais com dons especiais que erguem o homem acima de sua natureza a uma posição muito elevada.
Que prerrogativas espirituais possuíam os primeiros homens?
Os primeiros homens possuíam as seguintes prerrogativas espirituais: uma inteligência muito esclarecida, uma vontade incólume e a graça santificante.
Possuindo a graça santificante, eram agradáveis a Deus, seus filhos e herdeiros do céu. Por esta razão, aproximavam-se muito mais dos anjos no que diz respeito à perfeição. Os pagãos designavam o estado dos primeiros homens pelo nome de Idade de Ouro.
Que prerrogativas corporais possuíam os primeiros homens?
Os primeiros homens possuíam as seguintes prerrogativas corporais: isenção de morte e doenças, morada no paraíso e domínio sobre as criaturas inferiores.
O trabalho não lhe era penoso, mas agradável. Nada deste mundo podia prejudicar a vida corporal, nem água, nem fogo, nem animais.
Por que se chamam “dons sobrenaturais” essas prerrogativas dos primeiros homens?
Estas prerrogativas dos primeiros homens chamam-se “dons sobrenaturais” porque constituem um acréscimo à natureza humana.
Um soberano aceita em sua casa um órfão e dá-lhe não só alimento, roupa e morada, mas leva a sua generosidade ao ponto de adotá-lo como filho e dá-lhe o direito de sucessão ao trono. Com isto, eleva o menino muito acima da sua posição. Do mesmo modo, Deus agraciou os nossos primeiros pais com dons especiais que erguem o homem acima de sua natureza a uma posição muito elevada.
Deus e suas criaturas (9)
A alma humana.
Quais são as relações recíprocas entre corpo e alma humana?
O corpo e a alma humana tem as seguintes relações recíprocas: a alma vivifica e dirige o corpo; o corpo, por sua vez, serve de morada e instrumento à alma.
1) Assim como o vapor atua na maquina, do mesmo modo a alma atua no corpo. Sem a alma o corpo é um cadáver. 2) A alma dirige o corpo como o piloto dirige o navio. Infelizmente, porém, dá-se o caso de, às vezes, deixar-se a alma governar pelo corpo. 3) O corpo é a casa, a alma a inquilina. 4) O corpo é instrumento da alma, como o pincel é do pintor.
Por que a alma é imagem de Deus?
A alma humana é imagem de Deus, porque é espírito semelhante a Deus.
Assim como o globo é a imagem da terra, a alma humana é imagem de Deus. Isto é deduzido das palavras divinas: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança!”. Portanto, nossa alma tem semelhanças particulares com Deus. São as seguintes: a alma possui inteligência, livre arbítrio e domina, consequentemente, o mundo visível. Esta semelhança se chama imagem natural de Deus. Além disso, pode a alma, por uma santa vida e pela graça, se tornar a imagem sobrenatural de Deus, quando se assemelha a Deus de modo mais perfeito. A imagem natural está para a imagem sobrenatural de Deus mais ou menos como um esboço traçado a lápis para a imagem a óleo.
Por onde sabemos que a alma é imperecível?
Sabemos que a alma é imperecível pelas palavras de Jesus Cristo: “Não temam os que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma”.
A alma é imperecível, pois não pode deixar de existir. Contudo, pode morrer, isto é, pode, por um pecado mortal, perder a vida. Neste caso, acontece-lhe como a um ramo; separado do tronco morre (seca), mas continua existindo. O corpo é efêmero; a alma, porém, imortal.
A verdade da imortalidade da alma segue-se 1) das palavras de Cristo: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”, e da parábola do rico avarento. 2) As aparições de mortos, Moisés no monte Tabor e dos defuntos de Jerusalém no dia da morte de N. Senhor, por exemplo, manifestam a duração da alma além da morte. 3) Nossa razão nos afirma que há uma existência depois da morte. Haveria de ficar sem recompensa um justo que a vida inteira foi maltratado? E o malfeitor que, em vida, escapou sempre ao castigo, por exemplo, fugindo para outras terras, haveria de ficar sem a punição merecida? Impossível! 4) Por fim, todos os povos crêem na imortalidade da alma: os judeus (Jacó queria ir ter com seu filho José no reino dos mortos); os germanos (que acreditavam no Walhalla, paradeiro dos soldados mortos); os egípcios (que acreditavam na mentepsicose, transmigração das almas pelos corpos de animais); os indígenas brasileiros (que depositavam alimentos nos sambaquis dos guerreiros mortos). Todos os povos ofereciam sacrifícios pelos seus finados.
Quais são as relações recíprocas entre corpo e alma humana?
O corpo e a alma humana tem as seguintes relações recíprocas: a alma vivifica e dirige o corpo; o corpo, por sua vez, serve de morada e instrumento à alma.
1) Assim como o vapor atua na maquina, do mesmo modo a alma atua no corpo. Sem a alma o corpo é um cadáver. 2) A alma dirige o corpo como o piloto dirige o navio. Infelizmente, porém, dá-se o caso de, às vezes, deixar-se a alma governar pelo corpo. 3) O corpo é a casa, a alma a inquilina. 4) O corpo é instrumento da alma, como o pincel é do pintor.
Por que a alma é imagem de Deus?
A alma humana é imagem de Deus, porque é espírito semelhante a Deus.
Assim como o globo é a imagem da terra, a alma humana é imagem de Deus. Isto é deduzido das palavras divinas: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança!”. Portanto, nossa alma tem semelhanças particulares com Deus. São as seguintes: a alma possui inteligência, livre arbítrio e domina, consequentemente, o mundo visível. Esta semelhança se chama imagem natural de Deus. Além disso, pode a alma, por uma santa vida e pela graça, se tornar a imagem sobrenatural de Deus, quando se assemelha a Deus de modo mais perfeito. A imagem natural está para a imagem sobrenatural de Deus mais ou menos como um esboço traçado a lápis para a imagem a óleo.
Por onde sabemos que a alma é imperecível?
Sabemos que a alma é imperecível pelas palavras de Jesus Cristo: “Não temam os que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma”.
A alma é imperecível, pois não pode deixar de existir. Contudo, pode morrer, isto é, pode, por um pecado mortal, perder a vida. Neste caso, acontece-lhe como a um ramo; separado do tronco morre (seca), mas continua existindo. O corpo é efêmero; a alma, porém, imortal.
A verdade da imortalidade da alma segue-se 1) das palavras de Cristo: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”, e da parábola do rico avarento. 2) As aparições de mortos, Moisés no monte Tabor e dos defuntos de Jerusalém no dia da morte de N. Senhor, por exemplo, manifestam a duração da alma além da morte. 3) Nossa razão nos afirma que há uma existência depois da morte. Haveria de ficar sem recompensa um justo que a vida inteira foi maltratado? E o malfeitor que, em vida, escapou sempre ao castigo, por exemplo, fugindo para outras terras, haveria de ficar sem a punição merecida? Impossível! 4) Por fim, todos os povos crêem na imortalidade da alma: os judeus (Jacó queria ir ter com seu filho José no reino dos mortos); os germanos (que acreditavam no Walhalla, paradeiro dos soldados mortos); os egípcios (que acreditavam na mentepsicose, transmigração das almas pelos corpos de animais); os indígenas brasileiros (que depositavam alimentos nos sambaquis dos guerreiros mortos). Todos os povos ofereciam sacrifícios pelos seus finados.
Deus e suas criaturas (7)
Os anjos.
O que são os anjos?
Os anjos são espíritos puríssimos.
Os anjos podem, todavia, tomar forma visível. Os anjos apareceram em quase todos os acontecimentos importantes da vida de Nosso Senhor. No seu nascimento, na ressurreição e na ascensão. Eles costumam tomar a forma de adolescentes. Os anjos são superiores aos homens.
Para que Deus criou os anjos?
Deus criou os anjos para que o glorifiquem, sirvam, e, com isto, sejam felizes.
1) Os anjos, por si mesmos, glorificam a Deus pelas suas perfeições. Eles são títulos de honra para Deus, assim como uma obra de arte é para o artista. Além disso, glorificam-no com seus hinos de louvor. O canto dos anjos nas planícies de Belém, e os “três vezes Santo” dos Serafins, por exemplo. 2) Os anjos servem a Deus de modo particular auxiliando os homens a alcançarem a eterna bem aventurança. O nome deles indica a condição. “Anjo” deriva-se do grego e significa “mensageiro”. 3) A felicidade das criaturas também é o fim da criação. Veja o nº 69.
Quantos anjos existem?
O número dos anjos é incomensurável.
A S. Escritura fala de exércitos celestes e de bilhões de anjos. – Há desses anjos 9 coros, ou sejam, 9 categorias. Citam-se muito nas Escrituras os Serafins e Querubins; da mesma forma os Arcanjos, nominalmente S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.
Qual a razão de haver também anjos maus?
A razão de existirem anjos maus é que alguns anjos, ao serem testados, apostataram, sendo por este motivo lançados ao inferno.
No principio, todos os anjos eram agradáveis a Deus. Pelo motivo de Deus só conceder a bem aventurança somente aos que tivessem merecido, ele os provou primeiro, da mesma forma também provou os homens. Foi então que uma parcela dos anjos pecou por soberba, querendo ser iguais a Deus. O seu principal adversário na peleja que se travou foi S. Miguel. Este exclamou: “Quem é como Deus?” (Significado do nome “Miguel”). Os anjos maus tinham por chefe um anjo de alto grau. Cristo o chama de Satanás.
Que atitude os anjos maus tomam em relação a nós?
Os anjos maus têm conosco a seguinte atitude hostil: invejam-nos e procuram nos seduzir ao pecado. Chegam a poder, com permissão divina, nos prejudicar nos bens e na saúde.
O espírito mau invejou nossos primeiros pais e os levou ao pecado. Por isso diz a S. Escritura: “Pela inveja do demônio entrou o pecado no mundo”. Também a Judas o demônio seduziu. Teve a audácia de tentar o próprio Salvador, quando jejuava no deserto. Prejudicou a Jô na saúde e nas posses. Os santos dizem que a inveja de Satanás provém do fato dos homens estarem destinados ao lugar que ele ocupou no céu. O demônio só pode nos tentar ao pecado atuando sobre nossa fantasia. Não tem poder nenhum sobre nossa inteligência e vontade. Assemelha-se a um cão acorrentado que late, sim, mas sem poder morder. Por isso deve-se afastar imediatamente todos os pensamentos maus que ele incute. S. Tiago admoesta: “Resisti ao demônio, que ele fugirá de vós.” Inversamente, quem se demorar nos pensamentos maus, é como um peixe que se agarra a isca.
Que atitude têm em relação a nós os anjos bons?
Os anjos bons têm em relação a nós a seguinte atitude: defendem-nos dos perigos, reforçam nossas preces perante Deus e manifestam a alguns homens a vontade divina.
1) Os anjos que nos protegem contra os perigos se chamam Anjos da Guarda. Um anjo conduziu S. Pedro para fora do cárcere, outro protegeu os três jovens na fornalha. São particularmente as crianças que gozam de uma admirável proteção da parte dos santos anjos. Pensam os Santos que cada homem tenha um anjo para sua guarda. 2) S. Rafael disse a Tobias que ele levara suas preces a Deus, i. e., reforçando-as. 3) Foram anjos que revelaram a Abraão, Zacarias e a santíssima Virgem, a vontade de Deus. – Apara sermos ajudados e protegidos pelos anjos, convém que frequentemente os invoquemos.
O que são os anjos?
Os anjos são espíritos puríssimos.
Os anjos podem, todavia, tomar forma visível. Os anjos apareceram em quase todos os acontecimentos importantes da vida de Nosso Senhor. No seu nascimento, na ressurreição e na ascensão. Eles costumam tomar a forma de adolescentes. Os anjos são superiores aos homens.
Para que Deus criou os anjos?
Deus criou os anjos para que o glorifiquem, sirvam, e, com isto, sejam felizes.
1) Os anjos, por si mesmos, glorificam a Deus pelas suas perfeições. Eles são títulos de honra para Deus, assim como uma obra de arte é para o artista. Além disso, glorificam-no com seus hinos de louvor. O canto dos anjos nas planícies de Belém, e os “três vezes Santo” dos Serafins, por exemplo. 2) Os anjos servem a Deus de modo particular auxiliando os homens a alcançarem a eterna bem aventurança. O nome deles indica a condição. “Anjo” deriva-se do grego e significa “mensageiro”. 3) A felicidade das criaturas também é o fim da criação. Veja o nº 69.
Quantos anjos existem?
O número dos anjos é incomensurável.
A S. Escritura fala de exércitos celestes e de bilhões de anjos. – Há desses anjos 9 coros, ou sejam, 9 categorias. Citam-se muito nas Escrituras os Serafins e Querubins; da mesma forma os Arcanjos, nominalmente S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.
Qual a razão de haver também anjos maus?
A razão de existirem anjos maus é que alguns anjos, ao serem testados, apostataram, sendo por este motivo lançados ao inferno.
No principio, todos os anjos eram agradáveis a Deus. Pelo motivo de Deus só conceder a bem aventurança somente aos que tivessem merecido, ele os provou primeiro, da mesma forma também provou os homens. Foi então que uma parcela dos anjos pecou por soberba, querendo ser iguais a Deus. O seu principal adversário na peleja que se travou foi S. Miguel. Este exclamou: “Quem é como Deus?” (Significado do nome “Miguel”). Os anjos maus tinham por chefe um anjo de alto grau. Cristo o chama de Satanás.
Que atitude os anjos maus tomam em relação a nós?
Os anjos maus têm conosco a seguinte atitude hostil: invejam-nos e procuram nos seduzir ao pecado. Chegam a poder, com permissão divina, nos prejudicar nos bens e na saúde.
O espírito mau invejou nossos primeiros pais e os levou ao pecado. Por isso diz a S. Escritura: “Pela inveja do demônio entrou o pecado no mundo”. Também a Judas o demônio seduziu. Teve a audácia de tentar o próprio Salvador, quando jejuava no deserto. Prejudicou a Jô na saúde e nas posses. Os santos dizem que a inveja de Satanás provém do fato dos homens estarem destinados ao lugar que ele ocupou no céu. O demônio só pode nos tentar ao pecado atuando sobre nossa fantasia. Não tem poder nenhum sobre nossa inteligência e vontade. Assemelha-se a um cão acorrentado que late, sim, mas sem poder morder. Por isso deve-se afastar imediatamente todos os pensamentos maus que ele incute. S. Tiago admoesta: “Resisti ao demônio, que ele fugirá de vós.” Inversamente, quem se demorar nos pensamentos maus, é como um peixe que se agarra a isca.
Que atitude têm em relação a nós os anjos bons?
Os anjos bons têm em relação a nós a seguinte atitude: defendem-nos dos perigos, reforçam nossas preces perante Deus e manifestam a alguns homens a vontade divina.
1) Os anjos que nos protegem contra os perigos se chamam Anjos da Guarda. Um anjo conduziu S. Pedro para fora do cárcere, outro protegeu os três jovens na fornalha. São particularmente as crianças que gozam de uma admirável proteção da parte dos santos anjos. Pensam os Santos que cada homem tenha um anjo para sua guarda. 2) S. Rafael disse a Tobias que ele levara suas preces a Deus, i. e., reforçando-as. 3) Foram anjos que revelaram a Abraão, Zacarias e a santíssima Virgem, a vontade de Deus. – Apara sermos ajudados e protegidos pelos anjos, convém que frequentemente os invoquemos.
Assinar:
Postagens (Atom)